Seguidores

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

“PORQUE ALGUNS ESPÍRITOS DEPOIS DE DESENCARNADOS FICAM VAGANDO? AS CHAMADAS ALMAS PENADAS! ”

ESTADO DE PERTUBAÇÃO
Um espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que esta sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares. Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajudar; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão direto para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo. Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos ou séculos na sua casa, no local da morte ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.
PRESOS A MATÉRIA
Pessoas que viveram aqui só voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos. Ex: bebidas, cigarros, etc. Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encosta” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, suga a sua energia. Deixando-a, cada dia mais debilitada, começam a surgir às doenças.(...)
FALTA DE PREPARO PARA A MORTE
Tudo isso acontece porque as religiões não preparam as pessoas para essa passagem. Somente ensinam que o pecador, batizado, convertido ou morrendo sob confissão, extrema unção, encomendação do corpo ou tendo um funeral com os rituais religiosos, vai direto para o céu. As pessoas nasceram e são livres para fazerem o que quiserem inclusive o mal, aí entram as religiões cuja missão é conduzir o homem à prática do bem e da justiça e consequentemente prepará-lo para voltar melhor do que quando veio. Por não admitir o renascimento a maioria das igrejas não tem outra saída, a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos ressuscitarão, para o julgamento coletivo do juízo final. Como nada prende um espírito, ele sai por aí para fazer o que quiser. Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação há muito tempo. É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e atos aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento. Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar esses espíritos para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer a Verdade que os libertará das falsas doutrinas e das falsas promessas.


Fonte: Blog Espiritismo amor e ciência

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

"SERÁ ÚTIL SABER QUEM FOMOS E O QUE FIZEMOS EM OUTRAS VIDAS."


Um dos tópicos que mais chamam o interesse do público quando se fala em reencarnação é a possibilidade de saber quem foi quem em existência pregressa, ou, ainda, identificar algumas experiências vividas no passado com os nossos entes da atualidade.
Natural a curiosidade da esposa que quer saber quem foi e o que representou em sua vida pregressa seu atual marido, ou mesmo a mãe que tem muitas afinidades com os filhos e quer saber de onde vem todo esse bem querer.
Aqueles que trazem consigo gostos requintados, não raro, desejam saber se usaram coroas ou foram nobres. Os que muito sofrem intentam desvendar as razões pelas quais a dor bate-lhes tão cruel à porta.
Esta curiosidade faz parte da condição de seres em progresso, o complicado é quando se torna uma fixação.
Conheço muita gente que daria esta vida para saber o que foi na outra e, por isso, procuram médiuns que infelizmente abrem o baú das revelações, como se tivessem uma lista completa do que fomos e o que fizemos em pregressas estadias por este mundo.
Esses médiuns revelam situações e casos, parcerias, romances vividos, assassinatos e intrigas.
Já vi muita gente desequilibrar-se e entrar em parafuso por conta dessas revelações.
Certa feita um médium disse ao esposo de uma amiga que o filho dela havia sido seu assassino em anterior existência.
O marido acreditou e a relação com o enteado estremeceu.
Quase colocou fim ao seu casamento por conta disto.
Após alguns entreveros o esposo desta amiga resolveu deixar pra lá a “suposta” violência do enteado.
Este caso teve final feliz, contudo, o desfecho poderia ter sido outro. 
O tema é tão palpitante que há muitos confrades estudando para saber as reencarnações de Chico Xavier, Allan Kardec e tantos outros.
Não sei se existe algum proveito real em sabermos se Chico foi Kardec ou não, como, também, não sei se há utilidade em identificarmos se fomos padres, coroinhas ou um operário.
Nosso foco não deve ser no passado, mas no presente.
Quê importa quem fomos?
O fundamental é como estamos.
E, como estamos?
Como anda nosso progresso?
Antes de buscar o passado vale viver o presente.
Farol seguro é o Espiritismo, e este diz que o esquecimento temporário do que fomos e o que fizemos em existências passadas é fundamental para que possamos agir sem as culpas do passado a inibir iniciativas no presente, ou criar entraves de relacionamento.
Kardec, aliás, ensina que ao estudarmos nosso próprio comportamento, tendências e aptidões, temos a intuição do que fizemos anteriormente.
Definitivamente não teríamos condições psicológicas de conviver com alguém que sabemos ter sido nosso algoz.
Esta, porém, é apenas uma das razões pelas quais nosso passado fica sob um véu, e penso ser bem forte para justificar tal regra imposta pela espiritualidade.
As revelações de outras existências, segundo os Espíritos, vêm apenas em situações especialíssimas.
Portanto, útil guardarmos serenidade ante ao passado.
Foco no presente, foco no hoje, no agora.
Nada nos importa mais do que saber como estamos.
E, repito a pergunta acima:
Como estamos?

 Wellington Balbo – Salvador BA 
Wellington Balbo (Salvador – SP) é membro da Rede Amigo Espírita

Wellington Balbo é professor universitário, escritor e palestrante espírita, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática. É autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita.

“REENCARNAÇÃO DE UM FAMOSO POLITICO BRASILEIRO COMO MORADOR DE RUA”

O médium J. Raul Teixeira conta que certo dia ia a uma conferência numa cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar num restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele via uma mulher andrajosa ali ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo. Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, embora a necessidade de o fazer. 
Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da vidência espiritual, um espírito amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida àquela senhora ela recusaria. E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: 
AS DIFICULDADES FINANCEIRAS DO PRÓXIMO. Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens. Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos, pensamentos e sentimentos. 
"A SEMEADURA É LIVRE MAS A COLHEITA OBRIGATÓRIA" 
FRASE DE CHICO XAVIER: 
"Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual . . ."

Caso contado por J. Raul Teixeira

terça-feira, 8 de agosto de 2017

“QUEM É EXU? ANJO? DEMÔNIO? EXU SÓ FAZ O MAL OU EXISTE O EXU DO BEM? ”

Antes de mais nada temos que ter mente que a noção originária de Exu vem da África de milênios atrás. Eles não tinham a noção judaico-cristã que nós temos de Bem e Mal. Isso de separar categoricamente o que é do Bem e o que é do Mal – como se Bem e Mal fossem compartimentos isolados – existe para nós, Ocidentais, que sofremos a influência judaico-cristã.
Exu originalmente é um Orixá, uma força – podemos dizer uma força da Natureza. O orixá Exu representa o movimento. A palavra Exu em iorubá quer dizer “esfera”. Na verdade, Exu representa o movimento em espiral em que acontece a nossa evolução. A evolução espiritual acontece numa espiral. Nós repetimos experiências muitas vezes, por isso temos a impressão de que andamos em círculos. Mas esses círculos são ascendentes e cada vez mais amplos.
A vida é movimento. Nós temos esse entendimento no Evangelho quando Jesus diz, em João 5:17: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”, ou seja, Deus nunca deixou de trabalhar, Deus está sempre trabalhando, a criação é infinita – a vida é movimento.
E esse movimento, para os iorubás, se manifestava, principalmente, na necessidade, em primeiro lugar, de perpetuação da espécie; e, em segundo lugar, no aumento da população. Em termos individuais, a continuação do ser através dos seus descendentes e o aumento do prestígio, do poder e da influência através de uma grande prole. Isso tem paralelo na Bíblia, quando Deus ordena a Adão e Eva: “crescei e multiplicai-vos” e na importância que tinha para os israelitas uma prole fecunda.
Por conta desse entendimento de Exu como a energia do movimento da vida ligado ao sexo é que, muito mais tarde, Exu vai ser associado, na nossa cultura ocidental, à sensualidade, ao desejo, à luxúria. Mas esse não era o entendimento original. O maior desejo, tanto para o iorubá quanto para o antigo israelita, era ter muitas mulheres e que cada uma das mulheres lhe desse muitos filhos. Eu estou citando os iorubás e os antigos israelitas por ser uma comparação ao alcance de todos – mas os povos antigos, de um modo geral, tinham as mesmas preocupações.
A energia sexual associada a Exu é que estava por trás desse desejo de muitas mulheres e muitos filhos. Jacó, mais tarde chamado Israel, teve quatro mulheres e doze filhos.
A mulher também, por sua vez, desejava ter muitos filhos. Raquel, a mulher amada de Jacó, era estéril e infeliz – mais tarde deu dois filhos a Jacó, José e Benjamin. As mulheres iorubás cultuavam Exu representado por um monte de terra em formato fálico (em formato do membro masculino), pois o falo estava, por razões óbvias, associado à fertilidade, à força, ao vigor.
Em Gênesis 24:2-9, Abraão pede ao seu servo mais velho que faça um juramento, e para isso pede que o servo ponha a mão debaixo da sua coxa. Mais tarde, em Gênesis 47:29, Jacó pede ao seu filho amado José que faça a mesma coisa. Colocar a mão debaixo da coxa é um eufemismo para se referir às partes íntimas, muito provavelmente quem jurava segurava os testículos do homem a quem ele estava prestando juramento.
Hoje isso parece uma coisa muito estranha – mas também seria estranho hoje um homem querer ter muitas mulheres para ter muitos filhos. Os tempos são outros, o entendimento das coisas é outro. A verdade é que, embora de um modo que às vezes nos parece infantil, os povos antigos tinham um entendimento do sagrado muito mais profundo do que nós. E o sexo como força reprodutiva era algo absolutamente sagrado.
Quando os africanos vieram ao Brasil como escravos, suas manifestações religiosas foram reprimidas e houve um lento processo de sincretismo. Para poderem continuar com a sua religião, tiveram que adaptar. Os orixás foram associados a santos católicos, e as características dos orixás foram assimilando conceitos judaico-cristãos.
Como a religião africana não tinha os conceito de Bem e Mal como o catolicismo, pelo menos um orixá tinha que representar o diabo – e esse papel sobrou para Exu. Na verdade os orixás, como forças que são, são neutros – não bons ou maus como nós os entendemos. Eles podem ter funções positivas ou negativas, como qualquer força. A mesma força que produz a iluminação artificial que lhe permite ler esse artigo pode lhe matar (ou pelo menos machucar) numa descarga elétrica.
Espiritismo e Umbanda
A Umbanda é religião brasileira, nascida dentro de um centro espírita. A Umbanda, então, tem muita influência do Espiritismo. As entidades que se apresentam como Exus na Umbanda são espíritos, não são o orixá Exu. O orixá se apresenta no Candomblé, que eu não conheço, e no batuque, que é como chamam aqui no Sul a religião de nação africana.
Mas na Umbanda as entidades que se manifestam são espíritos. E aí nós vemos muita confusão. Existem hoje duas tendências opostas: uma que vê o Exu como um espírito voltado para o Mal, um espírito que atua com magia negra, que faz serviços pagos. Outra que defende que os Exus são espíritos de luz, seres muito iluminados que trabalham como verdadeiros missionários.
No primeiro caso, é comum nós vermos, nesses programas de televisão de igrejas, os pastores entrevistando pessoas possuídas por espíritos. É claro que às vezes há muita encenação. Mas nós vemos que esses espíritos muitas vezes se apresentam como Exus. São espíritos ignorantes que tomam um nome qualquer. Se o assunto lhe interessa, recomendo que você leia o artigo (ou assita ao vídeo) Quem são os espíritos que incorporam nas igrejas evangélicas? Também no centro espírita (dependendo do centro espírita) às vezes algum obsessor se apresenta como Exu-não-sei-das-quantas; ou esses espíritos são identificados assim por algum médium. Na verdade esses espíritos, na religião africana, são chamados de kiumbas, não têm nada a ver com Exus.
Os Exus, como espíritos, formam falanges. Grandes grupos de espíritos que atuam como uma ordem de trabalho. É assim com os pretos-velhos ou com os caboclos, na Umbanda. São ordens de trabalho. De forma semelhante nós vemos, em Nosso Lar, os samaritanos. As falanges da Umbanda são compostas por espíritos que abrem mão da sua identidade pessoal, temporariamente, para atuar em nome de uma causa – e essa causa é a caridade.
Os espíritos que atuam nas falanges de Exu são os responsáveis por um trabalho para o qual outros espíritos não estão preparados. Isso não faz deles seres melhores ou piores do que nós. São apenas características diferentes. Podemos tomar como exemplo um agente penitenciário. Ele vai trabalhar no meio de pessoas da pior espécie, num ambiente muito pesado. É um trabalho digno e necessário – mas pode ser visto como um serviço sujo; e os agentes penitenciários que eu conheço não são exatamente exemplos de delicadeza. Mas isso são apenas características.
O fato de o orixá Exu representar o movimento da vida influencia em muitos aspectos que nós consideramos geralmente como negativos. Se Exu é movimento da vida, os espíritos associados a Exu são os responsáveis pelo cemitério, que representa o movimento entre o plano material e o plano astral; são os responsáveis pelas encruzilhadas, que é onde se cruzam os diferentes caminhos; e, de um modo geral, todas as entradas e saídas.
Orixás são forças – e as forças têm o lado positivo e o lado negativo. Espíritos são espíritos; não importa o nome, as vestes, o modo de falar. A esse propósito Allan Kardec faz uma advertência em O Livro dos Médiuns: “Não se deve julgar da qualidade do Espírito pela forma material, nem pela correção do estilo. É preciso sondar-lhe o íntimo, analisar-lhe as palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção”.

Morel Felipe Wilkon

“EXISTE A HORA CERTA PARA MORRER”?

Não sou dos espíritas que consideram O Livro dos Espíritos como Verdade única e absoluta. Nossas verdades são relativas ao nosso grau de entendimento. Mas, nesta questão 853 a resposta é tão enfática que, mesmo analisada em conjunto ou por comparação a outras questões do mesmo e de outros livros da codificação, não deixa muita margem a dúvidas:
853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?
“Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é. Chegado esse momento, de uma forma ou doutra, a ele não podeis furtar-vos.”
a) — Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos?
“Não; não perecerás e tens disso milhares de exemplos. Quando, porém, soe a hora da tua partida, nada poderá impedir que partas. Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu Espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência.”
Esse posicionamento é reforçado na questão 738, ao afirmar que “venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida.”
Ao reencarnarmos, temos, devido a fatores genéticos e energéticos, uma expectativa de vida. Podemos alterar esta expectativa para mais ou para menos, conforme os cuidados com o corpo físico e com as energias e emoções. André Luiz, um exemplo clássico, foi considerado, até certo ponto, suicida, pois encurtou a sua passagem pela matéria pelo descuido. Os principais eventos de nossa existência estão, de certo modo, previstos pelas características de nossas vidas:
258. Quando na erraticidade, antes de começar nova existência corporal, tem o Espírito consciência e previsão do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”
Quanto a acidentes, tragédias, homicídios, não posso acreditar em acaso puro e simples. Tudo e todos estão interligados. Temos que considerar que a soma de tudo o que pensamos, falamos e fizemos até hoje, em todas as nossas reencarnações e nos intervalos entre elas, forma o que nós somos hoje. Cada um de nós tem um campo energético único de atração ou repulsão que atrai ou repele pensamentos, imagens, palavras, intenções e ações. A lei de atração e repulsão, que Allan Kardec, utilizando-se de um vocabulário científico de meados do século XIX, chamava de Lei de assimilação e repulsão dos fluidos, age invariavelmente. Nós exteriorizamos, invariável e continuamente o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade de palavras para as atrações ou repulsões essenciais.
É claro que temos que considerar os atentados contra o livre-arbítrio, como o aborto, mas, mesmo aí, a hipótese de ele se concretizar já existia antes da concepção. Reencarnamos com um conjunto de possibilidades a desenvolver. As condições em que reencarnamos – tempo, lugar, meio, pessoas – somadas às nossas características, já deixa quase estabelecido o que pode ou não pode acontecer.
Onde há livre-arbítrio não há certeza. Ninguém nasce pra ser assassino ou assassinado, mas a tendência que o espírito tem de tirar a vida alheia, somada ao meio e às influências que há de sofrer, faz dele um assassino em potencial; do mesmo modo que há grande probabilidade de alguém com histórico semelhante ao do assassino, mas em estágio de arrependimento e regeneração, ser assassinado. Em seu subconsciente há a culpa, e o sentimento de culpa atrai para si irresistivelmente o alvo da culpa que nutre. Isso sem contar a influência direta dos espíritos, que, conforme nos indicam as questões 459 e 461,   é muito maior do que costumamos imaginar. “Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. Influenciamos e somos influenciados continuamente, e muitos dos pensamentos e ideias que passam por nossas cabeças são sugeridos pelos espíritos, “dando a impressão de que alguém nos fala”.
Tratei, no meu site, há pouco mais de um ano, da tragédia de Santa Maria, em que muitos jovens morreram em decorrência de um acidente.
Para mim é evidente, dadas as características que envolveram o fato, que se trata de um resgate coletivo. Nem precisamos imaginar que haja um planejamento para que isso aconteça. Sabemos que os semelhantes se atraem e que isso se dá, antes de mais nada, pelo pensamento. As condições que uniam estes espíritos os reuniram automaticamente, assim como dentre milhões de espermatozoides, um é atraído para o óvulo. O que determina a seleção do espermatozoide é a natureza do espírito, um determinado espermatozoide, o mais adequado, sintoniza com ele.
Entre os jovens vitimados provavelmente havia espíritos que não pertenciam ao mesmo “carma”, que foram vitimados pela fatalidade de outros; mas, ainda assim, algo em seu passado, algum traço de sua natureza os impeliu para este episódio.
Não posso acreditar em acaso. Não creio que tudo que se relacione à morte esteja escrito, pois há o livre-arbítrio, mas há forças muito maiores que a nossa pequena consciência. A maior parte de nossos pensamentos, palavras e ações são comandadas pelo nosso subconsciente. Agimos com consciência plena uma mínima parte de nossas vidas. Tente concentrar-se numa palavra qualquer deste texto por um minuto. Um minuto apenas…
Você não consegue, porque não tem o domínio dos seus pensamentos. É o seu subconsciente que faz quase tudo por você. O controle sobre as nossas vidas pela nossa consciência é muito menor do que queremos aceitar. Não somos apenas o que aparentamos ser; temos outros níveis de consciência sobre os quais o nosso controle é muito menor ou nulo. Uma evidência disso são os sonhos em que, mesmo com algum grau de lucidez, agimos de forma bem diferente do que agiríamos em estado de vigília.

Morel Felipe Wilkon