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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

"COMO COMBATER AS PERTURBAÇÕES ESPIRITUAIS."

Para se compreender as perturbações espirituais é necessário entender primeiro como elas acontecem.
“É pelo pensamento que o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não conhece entraves. Pode-se impedir a sua manifestação, mas não aniquilá-lo”. (Livro dos Espíritos, questão 833).
E será que os espíritos podem influenciar nossos pensamentos e nossas ações? Esclarece a Doutrina Espírita, que muito mais do que supomos.
Esse intercâmbio entre as duas esferas, material e espiritual, acontece frequentemente e chamam atenção para a necessidade de cuidar da qualidade dos pensamentos, quando se deseja criar sintonias positivas.
Segundo  explica a física quântica, tudo que a mente pode conceber e acreditar, ela pode realizar, mostrando o grande poder das ondas do pensamento.
A partir desses conceitos compreende-se que quando essas frequências do pensar sofrem interferências negativas, as perturbações espirituais passam a acontecer, permitindo um elo entre emissor e receptor.
Muitas vezes, essas influências ocultas são tão sutis que nem mesmo se percebe, criando-se espaço para um processo obsessivo, cujo ponto de ligação entre obsessores e obsediados são os pensamentos e os sentimentos, que alimentam um ao outro.
Para se libertar dessas influencias espirituais menos felizes que causam o desequilíbrio é preciso buscar melhorar o padrão vibratório e a mudança no comportamento diário, procurando se afastar das influencias negativas pelo pensamento.
A harmonia espiritual nasce do desejo profundo de se libertar da influência de “mentes menos felizes”, perseverando no caminho da luz, capaz de combater a escuridão interior.
Enquanto a ignorância aprisiona, o despertar para a realidade do espírito com todo seu potencial criador sobre pensamentos e desejos, apresenta um caminho de infinitas possibilidades rumo à evolução.  Nos alertou Jesus:  “A minha paz vos deixo. A minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá.”
Sejamos o instrumento da paz, que começa em nós! Eis o grande antídoto para combater as perturbações espirituais.
 Fonte. Portal do Espírito.

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domingo, 20 de janeiro de 2019

"17 ANOS ESTIVE ENCARNADO" ERA UM ESPÍRITO MORTO, HABITANDO UM CORPO VIVO. PSICOGRAFIA DO ESPÍRITO ELEUTÉRIO, .

A última vez que estive encarnado na Terra, meu Espírito ganhou como instrumento de aperfeiçoamento e burilamento um corpo disforme e mentalmente prejudicado. Vivi por 17 anos, não foi uma Reencarnação longa, foi somente o tempo que meu Espírito infrator precisava para completar um tempo que eu mesmo em outra existência aniquilara, esses 17 anos foram para mim de grande valia. Aprendi muito e "Resgatei Dívidas" muito grandes.
Embora tenha sido uma vida difícil, para meu Espírito, muito mais difícil foi para minha mãe que se redobrava em trabalhos como lavadeira, serviço que fazia em casa, e tomar conta de mim. Tamanha a minha dependência que não era capaz de absolutamente nada, paralítico e deficiente mental, nunca proferi uma palavra sequer e a paralisia me deixava estático em uma cama.
Apesar disso tudo agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de nesses 17 anos aprender muita coisa. Fui suicida numa encarnação anterior, era um homem inteligente e muito ativo, mas não soube dar valor a vida e num dia de desespero tirei minha própria vida. Ah! Se as pessoas soubessem o que é ser um suicida, da dor imensa que passa quem comete tal ato e não mais haveria suicídios. Por não ter dado valor ao corpo sadio voltei nessa triste condição em que não tinha a menor lucidez, os raros momentos de lucidez eram através de sonhos conturbados, mas ao acordar de nada mais me lembrava.
Eu era um “espírito morto” habitando um corpo vivo.
Hoje, tanto tempo depois de ter passado por essa experiência posso dizer a vocês que ela me foi muito valiosa. De grande valia também para minha mãe que juntamente comigo falhara em outra existência e que dessa vez aprendeu o que é ter que cuidar de alguém tão dependente, e aprendeu muito mais que isso, aprendeu a me amar como só as mães sabem. Eu e ela, cada um sofrendo proporcional ao que precisava sofrer.
Bendita encarnação! Deus é amor e não estamos eternamente fadados aos erros de outrora, temos a chance de melhorar nossa situação mesmo que a duras penas. Penas essas impostas por nós mesmos, nunca por Deus, pois que Ele em seu amor não pune ninguém.
Muita paz.
Eleutério.
Médium: Débora S. C.
Antonio Carlos Piesigilli


sábado, 19 de janeiro de 2019

PSICOGRAFIA DO "ESPIRITO DE UM EX-SENHOR DE ENGENHO", CONTANDO TODO SEU SOFRIMENTO NO ALÉM..

Estou aqui quase dois séculos e ainda hoje não consigo me perdoar de todas as maldades que fiz. Fui um rico dono de várias fazendas, muitas terras, muitos escravos. Era temido por todos, respeitado e também muito odiado e até hoje existem negros, ex-escravos que não conseguem me perdoar. Na minha principal fazenda, onde eu residia com a minha família eu tinha muitos, muitos escravos, e como “dono” de todos aqueles seres teria eu, hoje sei disso, que ter ajudado a quantos viviam sobre o meu domínio. Tratava aquelas pobres criaturas com mãos de ferro, tinha prazer de tratá-los com crueldade, me comprazia enormemente com isso.
Gostava de ver aqueles mais rebeldes serem castigados, terem suas costas abertas em feridas, aquilo me deixava feliz, pra mim eles não tinham alma.
As negrinhas da minha senzala eram todas abusadas por mim, quantas infâncias eu destrói.
Gostava de ver os pais daquelas pobres crianças assistindo toda a minha maldade e os mais atrevidos eram mortos sem pena, afinal era só um a menos em meio a tantos escravos.
Pratiquei as maiores crueldades que um ser humano pode praticar.
Meu Deus como me envergonho!
Mas vou dizer, preciso dizer. Quando descobria que as moças abusadas por mim esperavam uma criança eu nem me importava em pensar o que fazer, a ordem era a mesma para todas. Ao darem a luz, o capataz, homem igualmente ruim, pegava o recém nascido e enterrava vivo, muitas vezes sobre o protesto louco de suas mães, outras já tão sofridas com toda a humilhação nem se importavam, ficavam inermes vendo toda aquela barbárie.
Eu não podia me comprometer, odiava os negros, como explicar que gostava de me deitar com as jovens negrinhas da minha senzala?
Antes que alguma suspeita pudesse recair sobre mim eu eliminava a prova. Matei muitos filhos, sou um assassino cruel, matei meus próprios filhos.
Oh meu Deus que dor sinto agora, o que fazer para corrigir tantas maldades? Vivo atormentado, ouço choro de recém nascidos, esse som não para nunca, vejo mulheres a me acusar de assassino, homens a me xingarem.
Vivo num tormento sem fim.
Desespero, desespero e desespero é isso o que eu sinto, a vergonha de mim mesmo, a dor de ver como num ato contínuo todas as minhas maldades como um filme que não tem fim.
Hoje sou um pobre maltrapilho, um monstro sem face, preciso de ajuda, mas não consigo pedir, a vergonha não deixa, sofro a dor de todos os que eu fiz sofrer.
Se alguém ler essa narrativa e se sensibilizar com o sofrimento que causei aos meus irmãos, sim meus irmãos, aquelas pobres criaturas que eu tanto fiz sofrer são sim meus irmãos, peço que orem por eles, para que eles possam me perdoar, não por mim, pois que eu não mereço, mas por eles que sofrem terrivelmente até hoje por não me perdoarem, vivem igualmente a mim presos nas trevas do ódio e da vingança.
Ajude-os com suas orações, peçam a Jesus por eles?
Quanto a mim? Não mereço nada, nem o sofrimento de quase dois séculos paga a metade do que fiz sofrerem os outros.
Me desculpe fazer com que leiam coisas tão cruéis, mas precisava desabafar e pedir pelos os que fiz tanto mal.
Um ex-senhor de engenho.
Um pobre ser reduzido a nada pela própria consciência culpada.
Médium: Débora S C.
-Antonio Carlos Piesigilli

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

UMA CARTA ESCRITA ANTES DA PESSOA DESENCARNAR, DEIXA UMA GRANDE LIÇÃO PARA TODOS NÓS.

Ao lado de João Firpo, desencarnado ao impacto do fogo que lhe devorara a casa velha, numa noite de expiação e de assombro, estava a carta, datada por ele quatro dias antes, endereçada a um irmão e que o morto evidentemente deitaria ao correio, na primeira oportunidade. Enquanto bombeiros improvisados lhe retiravam o corpo inerte e benfeitores da Vida Maior lhe amparavam o Espírito liberto em doloroso trauma, copiei a curiosa missiva que revoava nas cinzas da tragédia, a fim de transmiti-la, com objetivos de estudo e meditação, aos companheiros do mundo.
Eis, assim, na íntegra, o valioso documento:
Meu caro Didito:
Espero que estas linhas encontrem você com saúde e paz, junto dos nossos.
Graças a Deus, estou bem. Você se afligiu à-toa com a notícia de meu resfriado.
Tudo não passou de um defluxo de brincadeira. Estou mais forte que a peroba do Brejo Grande, comendo por quatro cablocos na roça. Seja velho quem quiser. Com os meus sessenta e sete janeiros, não passo sem banho no rio e tutu no prato.
Moro sozinho porque não nasci para confusão. Dona Belinha vem diariamente fazer-me as refeições, assear a casa e isso chega.
Sobre o caso do sonho que você teve comigo, conforme seu conselho fui à reunião espírita no sítio do Totonho. A mulher dele é médium de verdade. Há muito tempo eu não assistia a uma incorporação tão perfeita. Realmente, mãe falou por ela. Não tenho dúvida. Aquela voz boa e cansada que nós dois não esquecemos.
Coitada de mãe! Está preocupada comigo, não sei porquê. Falou muito sobre a morte, coisa em que não penso. Fiz todos os exames de saúde que o médico recomendou, no mês passado, e tudo deu certo. Positivo. Por outro lado, não viajo.
Porque será que a velha mostrou medo de que eu venha a bater a pacuera, de um momento para outro?
Imagine que ela abortou um segredo. Disse coisa séria quanto ao dinheiro que venho guardando para a formação do nosso lar de velhinhos, compromisso antigo.
Avalie você que mãe conversou, conversou e, depois, me pediu empregar enorme importância na compra do terreno para a obra, aconselhando-me colocar a parte restante com amigos responsáveis para o custeio na construção. Considere o meu aperto. Que é que há? Não é fácil entregar assim de mão beijada quase todas as minhas economias de trinta anos.
Concordo com a providência, pois temos nosso projeto e promessa há mais de vinte anos. Não negarei os cobres, mas preciso de um mês para pensar.
Terrenos e amigos já estão apalavrados, desde o nosso encontro aqui, há tempos, mas dinheiro, meu caro!...
Não posso aceitar o negócio, assim do pé para a mão. Você sabe que a velha sempre foi aflita. Quando queria uma coisa, queria mesmo. Tenho conservado minhas economias com cautela. Não confio em bancos e em mãos dos outros, a grana começa prometendo bons juros e depois cria pernas para correr e cair no buraco.
É impossível tratar de problema assim tão grave, sem prazo para refletir.
Disse mãe que já tive muito tempo para resolver, mas eu não acho.
Comunico a você que não recusarei a doação; entretanto, o assunto não é sangria desatada. No mês que vem, cuidaremos de tudo.
Sem mais, venha, logo que possa, comer de nosso feijão bravo e receba um
abração do mano.
Firpo
Esta era a carta que o rico desencarnado tinha escrito e aguardava ensejo para mandar.
O Plano Espiritual lhe havia dado, cinco dias antes, em aviso urgente para a felicidade dele próprio. João, no entanto, exigia prazo a fim de atender.
Acontece, porém, que a provação não conseguira esperar.
Um incêndio de grandes proporções no madeiramento da pequena moradia lavrara, noite alta, obrigando-o a largar o corpo sufocado sem remissão.
O dinheiro a que se referira, com tanto carinho, decerto jazeria ali, inteiramente queimado, porque metal não havia.

De interessante nos escombros, apenas a carta que nos pareceu um recado precioso, lançado pelo "Livro da vida", sobre 
 m
onte de pó.


" A HISTÓRIA DE JÚLIA FETAL :INSPIRAÇÃO PARA A NOVELA ESPELHO DA VIDA."

Esta é uma história verídica. Aconteceu nos idos de 1847 na cidade do Salvador. É um momento na vida de João Estanislau da Silva Lisboa, no instante em que um amor desvairado invadiu o seu coração, obliterando todos os seus sentidos e transformando radicalmente a sua vida até então pacata, num redemoinho de uma paixão insana.
Tudo começou no dia 20 de abril de 1847…
João Estanislau era professor do então Liceu Regional em Salvador. Sua distinção e vasta cultura o distinguia dos demais colegas e a todos impunha um respeito pela sua postura irretocável. Nos seus dias de folga no Liceu, dava aulas particulares em residências de seus alunos, oportunidade em que conheceu uma moça de ascendência espanhola, dona de um temperamento alegre e jovial, de grande beleza e bastante jovem. Seu nome era Julia Fetal. Apaixonar-se por Julia foi inevitável para o professor. Como era costume naquele tempo, foi de muito gosto para a família de Julia o compromisso de aliança com João Estanislau, pois seguramente além de esposo o mesmo seria para ela a segurança de uma vida digna e honrada e de ótima posição social.
Seria, mas aí o destino resolve interferir. Talvez pela sisudez do professor, talvez pela diferença de idade, ou mesmo pelo “arranjo” do compromisso, tão comum então, Julia manteve o seu coração virgem de sentimentos. Certo dia ao conhecer um jovem de sua idade, encantou-se pelo mesmo e apaixonou-se loucamente. Na sua condição de jovem impetuosa, ainda com a cabeça navegando em sonhos, começou a viver secretamente o novo romance, para ela o primeiro, o início de sua viagem romântica tão natural para pessoas de sua idade. Como sempre acontece nesses casos, um dia o romance secreto chegou ao conhecimento do noivo ilustre.
A partir de então, começou a ruir o mundo do professor João Estanislau da Silva Lisboa, quando teve início o seu longo período de sofrimento. Sua vida transformou-se radicalmente, alternando momentos de uma sofrida lucidez com terríveis alucinações. Sua rotina escolar sofreu grandes transformações, ao ponto de causar aos seus próprios alunos a impressão que estavam lidando com dois homens diferentes.
Mesmo assim, com o pouco de racionalidade que lhe restava, ainda buscou um refúgio. Em virtude de residir em um casarão no topo da Ladeira da Montanha, próximo à praia da Preguiça, não raras vezes, alta madrugada ia até à mesma, e em suas águas atirava-se para em longas e cansativas braçadas tentar através o esforço, exorcizar as dores de seu grande martírio.
De nada adiantava. A traição o afetou profundamente e a maior parte do tempo ficava fora de si. Então, recolheu-se a um isolamento, ocasião em que começou a premeditar aquilo que viria a ser a catarse do seu sofrimento: o crime. A solução final.
No seu louco ciúme e também pela sua condição de ser um homem doravante marcado pelo sinal da traição, teve a certeza de que a sua amada não poderia jamais pertencer a outro homem. Caberia a ele resgatar a dignidade.
Sendo Julia uma pessoa única em sua vida, seu ídolo maior, sua paixão, sua razão de viver, teria de ter uma morte digna e compatível com a sua idolatria, alguma coisa superior e especial. João Estanislau da Silva Lisboa, armou-se de uma pistola. Mandou um artesão cunhar uma bala com a cápsula de ouro especialmente para a ocasião (segundo diz a tradição oral, teria mandado fazer com as alianças a bala de ouro). Certo domingo, no adro da Igreja da Graça onde sua amada costumava assistir à missa com seus pais, sorrateiramente aproximou-se dela. Julgado e condenado a 12 anos de prisão, passou a cumprir pena no Forte do Barbalho, onde como prêmio pelo seu excelente comportamento e erudição, recomeçou a lecionar para os detentos até o ano de 1861, época em que findava seu período de cárcere.
Nesse ano, Francisco Pereira de Almeida Brandão, fundador do Colégio São João no Corredor da Vitoria e que tinha o professor como seu mentor pedagógico, o convidou para assumir pessoalmente a direção do Colégio, fato que transformou a escola na melhor instituição de ensino da província. João Estanislau formou doutores, professores, industriais e militares e era amado pelos seus discípulos. Sempre à disposição de todos que o solicitavam, só abria exceção para o dia 20 de abril, ocasião em que se trajava de luto, e recolhia-se à sua cela num excêntrico ritual em homenagem à sua amada.
Convém ressaltar, que durante o cumprimento de sua pena no presídio, não quis aceitar um indulto concedido pelo Imperador, preferindo cumprir toda a pena.
Na ocasião, sua fama de excelente educador ultrapassou os muros do Forte, onde recebia visitas de mestres, colegas e discípulos. Alguns de seus alunos tinham aulas dentro dos muros da prisão, por autorização do Presidente da Província. O auge do reconhecimento ao professor se deu numa festa pomposa no Palácio da Vitoria, com a presença de sua majestade o Imperador.
Como testemunho do relato, o poema “O crime da bala de ouro”, gravado na lapide de Julia Fetal na Igreja da Graça, em Salvador, retrata poeticamente o amor passional de dois amantes que viveram na Bahia, uma terra cheia de encantos e mistérios.
Estavas bela Júlia descansada
Na flor da juventude e formosura,
Desfrutando das carícias e ternura
Da mão que por ti era idolatrada,
A dita de por todos ser amada
Gozavas sem prever tua alma pura
Que por mesquinho fado à sepultura
Brevemente serias transportada.
Eis que de fero algoz a destra forte
Dispara sobre ti, Júlia querida.
O fatal tiro que te deu a morte.
Dos olhos foi-te a luz amortecida
Do rosto te apagou a iníqua sorte
A branca e viva cor, com a doce vida.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

"PORQUE A REENCARNAÇÃO PASSOU A SER CONDENADA PELA IGREJA CATÓLICA?"

Até meados do século VI, todo o Cristianismo aceitava a reencarnação que a
cultura religiosa oriental já proclamava, milênios antes da era cristã, 

como
fato incontestável, norteador dos princípios da Justiça Divina, que sempre dá
oportunidade ao homem para rever seus erros e recomeçar o trabalho de sua regeneração, em nova existência.
Aconteceu, porém, que o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul,na Turquia, em decisão política, para atender exigências do Império Bizantino,
resolveu abolir tal convicção, cientificamente justificada, substituindo-a pela ressurreição, que contraria todos os princípios da ciência, pois admite a volta do ser, por ocasião de um suposto juízo final, no mesmo corpo já desintegrado em todos os seus elementos constitutivos.
É que Teodora, esposa do famoso Imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia retornar ao mundo, na pele de uma escrava negra e,por isso, desencadeou uma forte pressão sobre o papa da época, Virgílio, que subira ao poder através da criminosa intervenção do general Belisário, para quem os desejos de Teodora eram lei.
E assim, o Concílio realizado em Constantinopla, no ano de 553 D.C, resolveu rejeitar todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores Teólogos que a Humanidade tem conhecimento. As decisões do Concílio condenaram,
inclusive, a reencarnação admitida pelo próprio Cristo, em várias passagens do Evangelho, sobretudo quando identificou em João Batista o Espírito do profeta Elias, falecido séculos antes, e que deveria voltar como precursor do Messias.
(Mateus 11:14 e Malaquias 4:5).
Agindo dessa maneira, como se fosse soberana em suas decisões, a assembléia dos bispos, reunidos no Segundo Concílio de Constantinopla, houve por bem afirmar que reencarnação não existe, tal como aconteceu na reunião dos vaga-lumes, conforme narração do ilustre filósofo e pensador cristão, Huberto Rohden, em seu livro ” Alegorias “, segundo a qual, os pirilampos aclamaram a seguinte sentença, ditada por seu Chefe D. Sapiêncio, em suntuoso trono dentro da mata, na calada da noite: ” Não há nada mais luminoso que nossos faróis, por isso não passa de mentira essa história da existência do Sol, inventada pelos que pretendem diminuir o nosso valor fosforescente “.
E os vaga-lumes dizendo amém, amém, ao supremo chefe, continuaram a vagar nas trevas, com suas luzinhas mortiças e talvez pensando – “se havia a tal coisa chamada Sol, deve agora ter morrido”. É o que deve ter acontecido com Teodora:
ao invés de fazer sua reforma íntima e praticar o bem para merecer um melhor destino no futuro, preferiu continuar na ilusão de se poder fugir da verdade, só porque esta fora contestada pelos deuses do Olimpo, reunidos em majestoso
conclave.
Vivaldo J. de Araújo é Professor e Procurador de Justiça do Estado de Goiás.
Fonte: Portal do Espírito.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

APARELHO DE NOSSO LAR TRANSPORTADO PARA A TERRA.

Fiz tratamento das coronárias por volta de 1980 na reunião de Materialização de Espíritos para assistência aos enfermos, no Grupo Espírita Dias da Cruz, na cidade de Caratinga. Posteriormente, já curado, dirigi essas reuniões, segundo orientação do médium Chico Xavier. Nessas reuniões os Espíritos se materializavam por intermédio do ectoplasma fornecido pelo médium Antônio Salles, nas quais realizaram-se inúmeras curas.

Depois de comentarmos o livro Boa Nova, fazíamos uma prece, e após isso, os espíritos materializados abriam a porta da cabine do médium, que ficava deitado, e saíam com um aparelho nas mãos para a cura do câncer, denominado de “raios curativos”. Ele tinha uma forma ovalada, emitindo pela extremidade uma luz vermelha, muito intensa.

Certo dia, após fazermos a prece de encerramento da reunião, tive a curiosidade de ver o tal aparelho na cabine onde ficava o médium. Ao procurá-lo, sem que fosse notado pelos presentes da sessão, nada encontrei. Porém, por volta de 1980, o grupo mediúnico, em torno de seis pessoas, foi convidado pelo Chico a comparecer a sua casa em Uberaba.

Dentro do quarto de Chico, além da cama, havia uma mesa e cadeiras onde nos acomodamos. Em dado momento, Chico vira-se para mim e com muita sutileza diz: “Gerson, aquele aparelho dos raios curativos, sabe, os espíritos trazem da Colônia Espiritual Nosso Lar, materializam na cabine onde fica o médium, e depois de feitos os tratamentos desmaterializam o aparelho e levam de volta para Nosso Lar. Entendeu?”.

Pelo visto, um Espírito participante da equipe espiritual do “Dias da Cruz”, me viu entrar na cabine por curiosidade para ver o aparelho dos raios curativos, e como não o encontrei, aproveitou a oportunidade para esclarecer através do Chico que ele era trazido de Nosso Lar, e levado de volta para lá. Esse fato está no meu livro: Morreram e Voltaram para Contar.


Gerson Simões Monteiros 

(Artigo publicado no Jornal EXTRA em 07/11/2010 
Coluna Em Nome de Deus)

Fonte: ESPIRIT BOOK

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

"A ROUPAGEM ESPIRITUAL."

Aqui na Terra, nos preocupamos muito com a nossa apresentação pessoal, de certa forma, há uma cobrança social, para que prestemos muita atenção à aparência física. Queremos ser desejados, valorizados e bem vistos por todos. Preocupamo-nos em sermos esbeltos e bonitos, de preferência o mais belo possível. Para isso, nos utilizamos da ciência, através das mais diversas técnicas de cirurgias plásticas, da lipoaspiração, de exercícios físicos com aparelhos sofisticados, além de medicamentos para emagrecer e/ou desenvolver fortes músculos, sem abrirmos mão dos cremes contra rugas, gorduras, celulites, estrias, manchas ou qualquer flacidez. Como se não bastasse tudo isso, recorremos à maquiagem, esmaltes, perfumes, constantes cortes modernos de cabelos, além das tinturas para garantir um maravilhoso tom de cabelo, sem falar nas pranchas e alisamentos dos fios, ou nos permanentes, que garantem lindos cachos e ondulações em nossa cabeleira, enfim nos esmeramos em nos especializar na utilização de cada um dos produtos citados... Porém, não ficamos totalmente satisfeitos, ainda precisamos estar na moda! Portanto, compramos roupas e acessórios, muito além do que necessitamos para nos vestir adequadamente, sem falar nos preços exorbitantes que pagamos para obtermos uma roupa ou acessório de marca reconhecida e valorizada, que nos garanta um status de classe... Pois é, essa é a roupagem que utilizamos na Terra, não apenas com o intuito de nos cobrir para nos proteger do clima ou da exposição da nudez, mas também para sermos valorizados pela sociedade...

A aparência é tudo por aqui, se você quer vencer, ou deseja obter sucesso, não basta ser bom, tem que parecer bom. Tem que mostrar que é bom demais, afinal, o Marketing Pessoal é tudo, ele é o cartão de visitas de qualquer profissional que deseja obter um bom emprego, ou uma promoção, ou mesmo de qualquer pessoa que deseja conquistar alguém para se relacionar ou até para se casar... Essas são preocupações comuns a quase todos nós, com total aprovação da sociedade! Isso tudo não seria um problema, se a mesma preocupação existisse com relação à conquista de valores espirituais, às qualidades do coração e à elevação da alma. Poucos se preocupam com o caráter das pessoas, suas ações, suas verdades ou mentiras, desde que sejam bonitos e ricos, são bem aceitos e bem tratados, enquanto os gordos, feios e pobres, poucas chances têm de se realizarem, ou de serem respeitados.

Será que todos lembram que a roupagem terrestre, seja ela do mais alto nível material ou não, só pode ser utilizada, enquanto estivermos vivos? Ao desencarnarmos, não levamos nenhum dos apetrechos utilizados para nos embelezar, mas é exatamente aqui na Terra, enquanto estamos vivos, que tecemos a nossa roupagem espiritual. Mas afinal, no que consiste a nossa roupagem espiritual? A nossa alma, assim que se desliga do corpo carnal, fica completamente desnuda só nos restando nosso corpo espiritual, que se reveste apenas do perispírito. O perispírito consiste na estrutura de nossas vibrações pessoais, definida de acordo com a nossa personalidade, como uma impressão digital magnética, que reflete, como um espelho, a verdadeira e real imagem de nosso caráter geral, enfim, a nossa alma. No mundo espiritual, a questão da essência é fundamental, ou seja, nos revelamos exatamente como somos sem nenhuma possibilidade de nos escondermos atrás de máscaras ou disfarces, tão comuns e úteis em nossa vida terrena.

No mundo astral, a astúcia dos espíritos sem luz escraviza, com facilidade, espíritos que erraram aqui na Terra praticando o mal. Escraviza também, os que foram omissos na prática da caridade, ou simplesmente por não possuírem sentimentos mais elevados, os quais não se preocuparam em desenvolver, somados ao sentimento de medo, culpa ou vergonha por se sentirem expostos, revelando, sem nenhuma possibilidade de proteção, sua verdadeira essência. 

Quase todos os espíritos, que aqui não se preocuparam em evoluir espiritualmente, ao chegarem nesse novo mundo, ingenuamente, utilizam-se das mesmas técnicas de negociação, que muito sucesso lhes hauriu aqui na Terra, porém, extremamente inócuas no plano espiritual, porque além da roupagem ser transparente, revelando a alma, pura e simplesmente, exatamente como ela é, de fato, encontram um meio de comunicação no mundo espiritual, extremamente eficaz e rápido, que é o pensamento, revelando também, de maneira totalmente transparente e evidente, sem a necessidade de se falar, onde qualquer argumento, por mais inteligente e perspicaz que seja, será ineficaz, se não for verdadeiro e puro.

Somos o somatório de nossas ações, sentimentos e pensamentos. Levamos a vida, de acordo com nossos hábitos e costumes sociais. Escolhemos os grupos, aos quais queremos participar, e adotamos as regras que esses grupos nos impõem. Caso essas regras sejam contrárias à única regra vigente no mundo espiritual, que é a Lei do Amor Universal, de forma alguma, nós seremos desculpados por termos obedecido às regras humanas impostas, pois tivemos o livre arbítrio para escolher com quem queríamos conviver, de acordo com nossas conveniências sociais ou morais, e todos nós, principalmente os adultos, sabemos bem o que é certo ou errado, ou o que faz mal ao outro, pois não queremos que façam conosco. No plano espiritual, revelamos através da nossa própria alma, que é a única roupagem que teremos com, exatamente, os frutos doces ou podres que semeamos livremente aqui no plano terreno...

A maldade é tão comum em nossa vida, que chegamos até a achá-la normal, em muitas atitudes extremamente contrárias ao Amor Universal, como por exemplo, a infidelidade, a sedução, a ambição, a maledicência, a intriga, a fofoca, entre outras ações. Muitos erros cometidos aqui, que são totalmente aceitáveis pelos humanos, são muito contrários aos desígnios de Deus, enquanto muitas coisas, que consideramos erradas, Ele perdoa mais amorosamente, por compreender a nossa alma com o Poder e a Verdade Divinos. No plano espiritual, não adianta se desculpar, que viveu dentro dos padrões normais, acreditando estar sendo correto e justo, porque lá o que vale, é a verdade simplesmente, ou seja, o amor fraternal, o respeito e a caridade praticados, de coração!

Outra coisa importante de ser lembrada, é a de que não basta não ter feito mal algum a ninguém, é preciso também, ter realizado boas ações, feito algum benefício a alguém. A omissão é tão ruim, quanto o erro. O omisso é cúmplice, muitas vezes, pois não revelando o mal, nem defendendo alguém que esteja sendo injustiçado, é tão ruim, quanto quem pratica o mal... O egoísmo e a indiferença são muito nocivos, magoando muitos corações inocentes.

Agora é a hora de nos conscientizarmos de que, de nada vale nos escondermos em desculpas esfarrapadas, pois aqui, protegidos pela carne, podemos enganar a muitos, mas jamais a Deus! Nem ao menos enganamos os espíritos sem luz, que nos rodeiam todos os dias. No mundo espiritual não temos o poder de esconder nada, não conseguimos manipular nenhuma situação ou espírito, não podemos esconder nossos sentimentos e pensamentos mais vis, que hoje, através de mentiras e máscaras, conseguimos, ainda que por um tempo, pois a verdade sendo luz, sempre aparece, nós sabemos disso muito bem! Lá a indiferença também não tem espaço, e muitos de nós, se orgulham em não praticarem mal algum, acreditando-se até, os eleitos de Deus, surpreendente será quando se derem conta, de que pensamento ruim também conta, ódio e rancor também são ruins, falta de perdão e misericórdia, nem se fale... Será que podemos mesmo dizer, com tranquilidade, que estamos tecendo uma bela roupagem espiritual? A resposta para essa pergunta cabe a cada um, de acordo com suas obras, sentimentos e pensamentos... Que possamos tecer uma roupagem simples, porém eficaz, que nos proteja, pois só o amor, poderá nos garantir uma vida tranquila no mundo da verdade, que é o plano espiritual!

Todo e qualquer ato, pensamento ou sentimento produz uma marca em nosso perispírito, e isso ocorre durante toda a nossa vida, os efeitos de nossas ações se cristalizam em nosso campo energético, harmonizando-o ou desarmonizando-o, de acordo com nossas escolhas. Toda crueldade deforma o nosso perispírito, e só isso já gera muito sofrimento ao nosso espírito, pois se aqui nos preocupamos tanto com a nossa roupagem, por que acreditamos que lá, na verdadeira vida, não ligaremos para a nossa roupagem espiritual? Se agora damos tanta importância à nossa aparência física, porque acreditamos que não sofreremos pelas deformidades que se criarão em nosso corpo sutil, exacerbando a nossa culpa, por sermos os únicos responsáveis por isso? Eu pergunto, será que vale a pena? De que valem alguns momentos de prazer e glória, a custa do sofrimento alheio, para termos que enfrentar essa verdade inexorável, mais cedo ou mais tarde? A revolta e o ódio acumulados em nossos corações nos transformam de vítimas para algozes, e além de todo sofrimento já exposto, teremos que amargar a perseguição de nossos inimigos, aos quais não poderemos evitar, porque o único escudo possível, no mundo espiritual, é a prática do Amor Universal, do perdão incondicional e da caridade ao próximo... Os únicos atenuantes desse cenário horroroso serão as nossas ações na prática do bem comum, sem ostentação, o amor sincero e devotado a todos aqueles que nos compartilharam a vida, a renúncia e o sacrifício dos nossos próprios interesses mundanos e a caridade, verdadeiramente praticada. Apenas esses recursos serão levados em conta no mundo verdadeiro, onde reina a Justiça e o Amor Universal, sob as vistas do Poder Absoluto de Nosso Pai Maior, que Nos ama a todos, igualmente e incondicionalmente.

É imprescindível relembrar, que Deus, em Sua Infinita Bondade, deseja misericórdia e, de forma alguma, quer sacrifícios ou sofrimentos. Infelizmente, somente nós seremos responsabilizados por nossas escolhas erradas, a opção está em nossas mãos, já que temos o poder de tecer a nossa própria roupagem espiritual... No plano espiritual não existem privilégios, nem acordos escusos, apenas o retorno de nossa semeadura... Que possamos tecer, um pouco a cada dia, uma linda roupagem espiritual, a qual nos protegerá de todo e qualquer perigo, sofrimento ou vergonha...
Fonte: Espiritualidade

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...