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sábado, 6 de fevereiro de 2021

A GUERRA CONTRA O PARAGUAY. (O CARMA DO BRASIL)


O conflito militar ocorrido entre 1864-1870, que envolveu a tríplice aliança entre o Brasil, Argentina e Uruguai contra o caudilho Solano Lopez do Paraguai, foi a guerra mais sangrenta ocorrida na América do Sul. Entre os aliados mais de 80.000 soldados e civis perderam a vida, e do lado paraguaio, estima-se em 300.000 fatalidades. Mas a maior causa das mortes foram a fome e as enfermidades ocasionadas pelo clima insalubre e inóspito da região de conflito.

Para o Brasil, que perdeu o maior número de cidadãos, o custo deste conflito bélico arrasou a nossa economia por vários anos e o Paraguai, que teve talvez quase 40% de sua população dizimada, amargou por décadas uma recuperação extremamente difícil. Como em todas as guerras, as perdas foram enormes para todas as nações envolvidas. Não existiu nenhuma intervenção das nações mais desenvolvidas neste conflito, exceto como mediadores para que a paz fosse negociada de uma forma justa

Os historiadores divergem em suas interpretações, o que é compreensível devido à dificuldade em serem obtidos a comprovação das informações divulgadas. Em obra mediúnica (Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho), do autor Humberto de Campos através do médium Chico Xavier, é feito um breve relato da visão espiritual deste evento. Na verdade, o déspota Solano Lopez não era diferente da maioria dos caudilhos de sua época. A sua ação contra o Brasil e a Argentina foi motivada não só pela sua ambição, mas o desejo de negociar fronteiras (em litígio) e a navegação do Rio da Prata em condições mais favoráveis, pois não confiava em seus vizinhos, Brasil e Argentina

Já tinha um acordo com um dos caudilhos do Uruguai e preparou-se melhor para a guerra que os demais países daquela região (seu exército superava em três vezes as forças aliadas no início do conflito).

No passado já haviam ocorridos várias guerras naquela região, inclusive com o envolvimento de D. Pedro I. Mesmo a Argentina não estava totalmente unida, com regiões administradas por governos independentes. A desconfiança de nossos vizinhos com relação ao império brasileiro que já era grande, se potencializou com a intervenção militar do império do Brasil na Argentina e depois no Uruguai, depondo o caudilho aliado de Solano Lopez, sendo isto o estopim que deflagrou este conflito.

Com certeza teria sido muito difícil D. Pedro II evitar a guerra contra o Paraguai, não invadindo o Uruguai devido as convulsões políticas naquela região.  Existia grande pressão do R. G. do Sul, em favor da guerra e anos antes já havia deflagrado a revolta de farroupilha, custando muitas vidas e valores expressivos para o império. A região colonizada pela Espanha se fragmentara em vários países e existia um risco do mesmo ocorrer em nosso território. Para complicar, mais de 20% da população no Uruguai eram de brasileiros (principalmente gaúchos), que já estavam envolvidos no conflito armado que dividia aquele país em dois grupos antagônicos.

Mas é importante também considerar a forma de analisar as situações conflitantes segundo a ótica da época. Mesmo D. Pedro II, embora escolhido e preparado para esta tarefa designada por Jesus, tinha como principal referência na sua forma de analisar as situações conflitantes, os valores e a cultura europeia, sem atinar tão bem para as questões locais. E, na região sul do continente os países hoje existentes, estavam na época ainda em formação (Argentina, Uruguai, Paraguai), com questões limítrofes nas fronteiras não resolvidas. 

O envolvimento do império do Brasil, durante o primeiro reinado, na guerra que antecedeu o conflito bélico com o Paraguai, guardava reminiscências expansionistas da influência portuguesa. Entretanto, não constava nos planos do mundo espiritual incorporar ao império brasileiro as regiões existentes, além da marcação de nossas fronteiras como se encontra nos dias de hoje. Estas primeiras guerras foram infrutíferas e com certeza tiveram uma influência negativa na sequência de eventos que levaram a preocupação de nossos vizinhos com as pretensões territoriais e o belicismo do império brasileiro.

Interessante que antes de reencarnar, D. Pedro II conversou com Jesus sobre a tarefa a ser realizada. Nosso imperador já era uma alma de escol, que embora tivesse sido em existência pretérita um centurião romano (Longinus), presente na crucificação do Messias, recebeu do Mestre Nazareno uma tarefa que apenas almas realmente edificadas no bem poderiam empreender (D. Pedro II havia se preparado durante vários séculos em reencarnações que lhe conferiram a moral e intelectualidade necessárias para a tarefa). 

Entre as tarefas principais, que Jesus lhe solicitou estavam a de proporcionar o crescimento estável do Brasil, libertar os escravos e manter a prudência e a fraternidade com as nações vizinhas, sem conflitos bélicos. Realmente D. Pedro II foi o melhor governante que o Brasil teve em toda a sua história (58 anos de reinado). Mas poderia ter assimilado melhor a advertência de Jesus e evitado a guerra, ou pelo menos ter amenizado os seus efeitos buscando negociar a paz com Solano Lopez. Sessenta mil brasileiros perderam a vida, e a nossa economia ficou arrasada por várias décadas com os custos deste conflito bélico.

Em mensagem de Bezerra de Menezes através do médium Divaldo P. Franco,  é citado que o Carma da nação brasileira só foi quitado com a construção de represa de Itapu, resgatando assim o nosso débito pela destruição que causamos à aquela nação. O Brasil é um país pacífico, sem interesse em conquistas e sem litígios sérios com os nossos vizinhos. Felizmente o nosso país resgatou o seu único débito coletivo em termos de nação, preparando-se melhor para os adventos do terceiro milênio. Como todas as grandes nações do passado, o Brasil também terá de seu momento de maior glória, mas não através da expansão bélica ou econômica, mas através da divulgação do Cristianismo redivivo, a Doutrina Espírita.

Por Alvaro Augusto Vargas

UNIÃO ESPIRITA DE PIRACICABA

 

SOBRE A COLONIA ESPIRITUAL RANCHO ALEGRE.


 “Bem do ladinho do céu há um lugar chamado Rancho Alegre, uma das colônias espirituais para onde vão os animais quando desencarnam. Lá existem riachos e colinas para que todos os nossos amigos possam correr e brincar juntos. Tem muita comida, água e sol, e nossos amigos estão quentinhos e confortáveis. Todos os animais que estavam velhos e doentes voltaram a ter vigor e saúde; aqueles que estavam machucados ou aleijados estão inteiros e fortes novamente, exatamente como em nossas lembranças dos tempos que já se foram. Os animais estão felizes e contentes, não sofrem como nós pela dor da perda ou ausência de alguém muito especial, que teve que ficar para trás. (...) Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles. (...) Estão bem vivos no plano espiritual, e, muitas vezes, sentem saudades de seus donos e surgem no ambiente onde viveram antes. Os animais também reencarnam e, no geral, retornam várias vezes ao mesmo lar, enquanto houver aprendizado para todos. A reencarnação favorece o reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado de amor.” -


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*O artigo foi baseado nas obras do escritor Marcel Benedeti: “Histórias animais que as pessoas contam”; “A espiritualidade dos animais”; “Todos os animais são nossos irmãos”; “Animais no mundo espiritual”; “Todos os animais merecem o céu”. 
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

CORONAVIRUS. FLAGELOS E O ESPIRITISMO.

É sabido que a humanidade está passando por um período difícil atualmente, com a epidemia do Coronavírus, fazendo com que quase todos os países sofram com esses flagelos, e tomem medidas drásticas em relação a pandemia. Mas o que o Espiritismo tem a dizer sobre isso? 

É ponto pacífico para os cientistas atualmente, que as revoluções geológicas, meteorológicas e biológicas, são coisas comuns e necessárias para a todo o ecossistema do nosso planeta, apesar dos estragos que causam, diante do ponto de vista humano. Por isso que, numa periodicidade impressionante, a humanidade presencia todo tipo de sinistro como terremotos, maremotos, furacões, nevascas, enchentes e dilúvios, erupções vulcânicas, epidemias, etc… causando um enorme constrangimento para as populações das regiões onde tais fenômenos acontecem, necessários do ponto de vista biológico/geológico, mas aparentemente do ponto de vista humano, só causam devastação, sofrimento e morte, fazendo o homem se perguntar se Deus realmente existe, por que deixa que tais coisas aconteçam a humanidade? 

Essa pergunta sempre foi feita, através da História, tanto que esses fenômenos são conhecidos como Flagelos Destruidores. Todos os povos, de uma maneira ou de outra, já presenciaram e passaram por fenômenos assim, deixando seus relatos em livros sagrados e profanos que contaram a sua epopeia de luta e superação do ocorrido para as gerações futuras. 

Muitas delas, acreditando na ira de Deus, ou seja, tais coisas acontecem por castigo divino aos homens corrompidos e egoístas, ou não. Como foi o caso, por exemplo, do Grande Terremoto de Lisboa, no século XVIII, onde milhares de pessoas morreram devido a um enorme Tsunami que se formou além mar e avançou contra a costa da capital Portuguesa, dizimando quase toda a sua a população. Ou o fato da grande Peste Negra que igualmente dizimou milhões na Europa, quando no período da Idade Média, ou até mesmo Pompeia, só para citar alguns. 

Parece que a ideia da ira de Deus é um conceito bastante difundido e popular hoje em dia e isso foi também a causa da criação de filosofias seculares que não aceitavam essa ideia de um deus cioso, colérico e vingativo com sua criação que, segundo eles, absolutamente não pediu para nascer, demonstrando que ambas vertentes não conseguiram solucionar essa problemática, pois, os flagelos continuam a acontecer, apesar de tudo. 

Sabendo disso, Allan Kardec reservou algumas perguntas aos espíritos superiores sobre essas questões, no Livro dos Espíritos; como conciliar a justiça de Deus diante da destruição causada pelos flagelos naturais? 

Os bem feitores espirituais então, apresentaram a Kardec a Lei de Destruição, ou seja, a lei da impermanência de tudo que existe, inclusive o homem, pela ótica da imortalidade do espírito humano. Nada no universo é perene; perene somente Deus o É. Tudo no Universo evolui, nada é estático, parado; tudo é dinâmico, está na natureza portanto, a destruição dos seres e das coisas materiais para a evolução do próprio Universo. Nada se cria; tudo se transforma. 

Muito dos flagelos que acontecem tem por objetivo somente a manutenção dos sistemas naturais do planeta, outras vezes tem por objetivo a própria humanidade egoísta e recalcitrante no mal, que vez por outra é abalada em seu orgulho e preguiça para que reconheça a necessidade do bem e das reformas. É necessário aqui refletir sobre o ponto de vista da imortalidade; são três os elementos constitutivos do Universo, a saber…Deus, Espírito e a Matéria. 

Deus, a Inteligência Suprema, causa primária de tudo que o constitui o Universo. 

A Matéria; tudo que ocupa lugar no espaço universal, o fluido formidável que pode tomar formas infinitas, tanto tangíveis quanto invisíveis, extrafísicas e dimensionais, pois inexistência não é sinônimo de invisibilidade. A ferramenta que o Espírito usa para sua evolução e trabalho. 

E por fim… 

O Espírito, o sinônimo de Vida ou Inteligência como força da Natureza, no sentido geral, Universal, capaz de se apresentar de formas que variam ao infinito. Assim como a matéria, pode tomar formas tanto físicas quanto 

extradimensionais, capaz de preexistir e sobreviver a tudo, ou seja, a imortalidade é o seu principal atributo. 

Assim sendo, Kardec tomou conhecimento sobre a ótica dos espíritos superiores e imortais, a respeito da Destruição. 

Encarando por esse prisma, os espíritos superiores esclarecem que os flagelos destruidores acontecem para fazer com que determinada leva de espíritos sejam obrigados a saírem da inércia moral em que se encontram; quanto mais materializados ficarem, mais estacionados estarão. Seria absurdo então conceber que em um Universo onde seu próprio Criador trabalha sempre existiram criaturas onde não fazem absolutamente coisíssima alguma por si mesmos ou pela criação. Logo, não é um castigo de Deus, e sim uma provação que Ele nos impõe para amadurecermos espiritual e moralmente, apesar de todos os recursos que ele nos proporciona para distinguirmos o bem do mal e que nós deliberadamente menosprezamos através de nossas vidas sucessivas. 

É assim que de tempos em tempos, as humanidades de um planeta de provas e resgate, cada uma a seu turno, que por ventura estejam estacionadas em determinado ponto da evolução, são constrangidas a marcharem em direção a fraternidade e ao conhecimento, através de determinada epidemia ou desastre natural. 

Mas aí, você, amigo leitor, leitora, pode se perguntar; e os mortos? O que eles ganharam com isso? 

Como dito antes, devemos encarar a natureza pela ótica da imortalidade do espírito humano. De toda maneira, o homem desencarnará, mais cedo ou mais tarde, a grande diferença é que, nesses acontecimentos, muitos desencarnam juntos, constituindo uma expiação para os que partem dos quais reencarnarão novamente, no futuro, e uma prova para os que sobrevivem. 

Contudo, além dos flagelos naturais, há os causados pelo próprio homem, devido a sua imprevidência, omissão e egoísmo, recebem o efeito do que causaram, mais cedo ou mais tarde. Atualmente, estamos passando por um período semelhante a isso. A epidemia do Coronavírus, é um flagelo causado por nós mesmos, através de ações humanas mal sucedidas, com o objetivo de beligerância. Podemos considerá-lo então como um flagelo antropológico, e por isso mesmo, estamos colhendo o que plantamos. Deus para nos provar deixa que nós colhamos o resultado de nossas ações e que nosso orgulho seja ferido, para que enfim tenhamos responsabilidade por nossos atos coletivos. 

Ainda segundo os espíritos superiores, os efeitos bons dos flagelos naturais, geralmente, somente as gerações futuras desfrutarão. Como foi o caso da Peste Negra, falado supra. Ela foi causada pelo uso excessivo dela como arma de guerra, pois os exércitos inimigos costumavam jogar cadáveres com a moléstia, dentro dos lugares onde tentavam dominar, sem perceberem que, mais cedo ou mais tarde, se contaminariam também. Muitos desses soldados voltavam depois de guerras cruéis, a suas cidades de origem, totalmente contaminados com a doença que era extremamente contagiosa, que encontrou caminho fácil devido a ignorância e obscurantismo da Idade Média, conhecida também como a Idade da Trevas. 

Depois de milhões de mortos, os sobreviventes de tal sinistro, se voltaram para a ciência e a filosofia, derrubando finalmente a Idade das Trevas e criando o período do Iluminismo, do qual pregava o conhecimento e a ciência como salvadoras da humanidade. 

O mesmo aconteceu, de certa forma, com a destruição de Pompeia. Depois do ocorrido, um sobrevivente da destruição, chamado Plínio, relatou o que presenciou em um livro, explicando o que tinha acontecido dias antes do ocorrido. Segundo ele, o Vesúvio deu sinais claros de que iria explodir, soltando uma fumaça negra e criando pequenas erupções que o povo da época, orgulhoso e hedonista, se limitou a fazer oferendas a Efestus, um antigo deus romano, para que ele se acalmasse. 

O livro de Plínio – o sobrevivente, ficou tão famoso e seminal, que até hoje alguns fenômenos vulcânicos levam o seu nome, como as famosas “Erupções Plinianas”. Graças a ele, populações inteiras ao redor do mundo e através da História foram salvas, devido somente a um homem que, providencialmente, usou de inteligência. Inteligência essa que seus contemporâneos haviam esquecido. 

Há então, dois tipos de flagelos; os naturais, dos quais o homem realmente não tem como fugir, somente encarar com coragem, emprenho e fé em Deus. E os flagelos antropológicos, ou seja, causados por nós. Um nós podemos deter ou conjurar somente nos melhorando moral e intelectualmente. O outro somente podemos encarar com coragem e fé, reconhecendo a onipotência de Deus na natureza, pedindo para que Ele tenha piedade de nós, até por que, a própria lei de destruição nos mostra que tudo passa, como bem frisou Emmanuel, pela pena de Francisco Candido Chico Xavier: 

Todas as coisas, na Terra, passam… Os dias de dificuldades, passarão… Passarão também os dias de amargura e solidão… As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar… um dia passarão. A saudade do ser querido que está longe, passará. 

Dias de tristeza… Dias de felicidade… São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. 

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante. 

Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: isso também passará… 

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. 

O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas. 

Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da humanidade, e que um dia também passará… 

Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação. 

Assim, façamos a nossa parte 

o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo… também passarão…” 

” Tudo passa……….exceto DEUS!” 

É o suficiente! 

Autor: Wanderson Silva


 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

MEDIUM REVELA OS BASTIDORES ESPIRITUAIS DAPANDEMIA.

 Uma mancha nas costas foi o pretexto usado pela espiritualidade para fazer com que Halu Gamashi, 58, procurasse atendimento em um hospital de Lisboa, em Portugal, onde vive. Chegando lá, ela ficou surpresa com o que viu. “Parecia que eu estava em um hospital do plano espiritual, porque havia mentores auxiliando inúmeros espíritos que estavam deixando o corpo físico, alguns sentindo dor, outros dormindo e alguns desesperados, sem entender o que estava acontecendo, em meio à pandemia do coronavírus”, comenta Halu, baiana de nascimento, terapeuta, escritora, filósofa, palestrante internacional e médium desde os 3 anos.

Mesmo habituada com as vivências espirituais daqui e do lado de lá, Halu disse que ficou espantada. “Não havia vivido uma experiência tão impactante. Fiquei paralisada e buscando entender onde eu estava. A realidade física se misturava à espiritual, até que meu mentor se aproximou de mim e disse que seria bom eu ver aquela situação para falar sobre ela”, relembra Halu.

Por meio de sua mediunidade, ela viu espíritos clamando por ajuda médica e os mentores tentando mostrar que eles já não estavam mais no corpo físico, outros relutantes em deixar o hospital com medo de não ver mais sua família, mas o que mais chamou sua atenção foi o grande número de desencarnados. 

“Os que estão desencarnando pelo coronavírus não estão tendo um ritual de passagem, e os parentes nem podem se despedir. Presenciei um misto de desespero, surpresa, medo e desamparo, sentimentos que impactam os espíritos dos que estão desencarnando. Muitos se sentiam culpados”, relembra a médium.

Halu aconselha as famílias que perderam um ente querido a fazer um ritual de passagem, uma prece, que orem por todos que estão passando por essa situação.

Aqueles que não acreditam em Deus se reúnam, escutem uma música em honra e memória do desencarnado.

Quando retornou do hospital, Halu foi dormir, e seu espírito foi visitar os hospitais das colônias espirituais. “Muitos já estavam dormindo, alguns não queriam ficar ali, estavam desnorteados, acreditando que tinham sido transferidos de hospital sem o conhecimento da família e que não seriam mais encontrados. E a espiritualidade estava ali fazendo seu trabalho, como sempre, esclarecendo, ministrando medicações etéricas para acalmá-los”, observa.

Halu ressalta que essas vivências são muitos fortes, mas fazem parte de sua missão encarnatória. “Vim para dar meu testemunho de que a espiritualidade existe”. Todas essas vivências estão em seus livros e no seu canal no YouTube. Para escrever o livro “Caminhos de um Aprendiz”, a médium diz ter acompanhado 900 nascimentos e 900 desencarnes. “Não há duas histórias iguais de nascimento nem de morte. A única semelhança é o trabalho de socorro realizado pelos mentores espirituais. O que determina o desencarne é o esclarecimento mental da pessoa”, diz.

Halu relata que o socorro aos que estão desencarnando não é realizado apenas pelos mentores espirituais, mas por pessoas que se encontram encarnadas. “Muitos indivíduos de todo o planeta, por meio do desdobramento, estão auxiliando os mentores nos hospitais do plano espiritual, acalmando quem chega, preparando água fluidificada, dando passes”, diz.

O carma do planeta não pode aumentar

Em suas andanças no plano espiritual, a médium Halu Gamashi teve contato com uma equipe criada especialmente para vibrar pelos governantes mundiais, para que eles sejam mais humanos e zelem por todas as classes sociais. “O carma do planeta não pode aumentar. Eles estão pedindo que consciência divina interceda pelos líderes planetários”, diz.

Halu sustenta que o coronavírus é a corporificação de forças negativas. “Vivemos num planeta em que tudo é vivo, mas finito, e que vem sendo muito atacado por nós, humanos. Essa situação começou a ficar pesada, e o planeta, como um organismo vivo, está criando anticorpos para se defender de nós. Neste momento há a catalisação de uma energia muito negativa. É como se o coronavírus nos dissesse: ‘Pessoal, vocês vão ficar dentro de casa e ver o que vocês criaram’”, comenta Halu.

Para ela, a Terra está vivendo um dos momentos mais tristes de sua história, devido ao materialismo e ao egoísmo. “As pessoas estão muito centradas em seu próprio ego. Filhos, cada um seu quarto, família jantando sem conversar, cada um focado seu celular. O coronavírus já estava aqui, a gente é que não viu. Já estávamos isolados, ele é apenas a materialização desse isolamento e de todo tipo de comportamento inadequado, como o racismo, a intolerância, a violência, a desigualdade social”.

E o planeta está se recuperando. “Enquanto estamos dentro de casa, as baleias, os golfinhos, as gaivotas e outros animais estão retomando seus espaços. A camada de ozônio se recompõe. Quando voltarmos para as ruas, vamos receber um planeta mais limpo, com menos poluição”, acredita Halu.

O momento é apocalíptico, de transformação, diz a médium. “Temos livre-arbítrio para fazer o bem, ficar na indiferença ou fazer o mal. Se 30% das pessoas fizessem o bem, sem esperar ações dos governos, o mundo seria bem melhor. Quando fizermos o bem, o governo vai ver que o povo pode viver sem ele, que tem o poder de decisão e está cuidando um do outro”, finaliza. (AED)

domingo, 22 de novembro de 2020

CONSELHO DE UM ESPÍRITO AMIGO..

''Tão rápido essa vida vai passar, a minha passou num piscar de olhos, sim você terá muitas outras, mas tudo que fizeres nessa respingará na próxima. Não brigue com as pessoas, não critique tanto seu corpo. Seja justo para que Deus te abençoe...

Não reclame tanto, você tem muito mais que muitos terão.
Não deixe de beijar seu amor, você não sabe quando será o último beijo de amor nessa atual existência... Bens e patrimônios devem ser conquistados por cada um, não se dedique a acumular herança, tudo que vem fácil é perdido fácil.
Deixe os cachorros mais por perto, eles são gotas do amor de Deus...
Use os talheres novos, não economize seu perfume preferido use-o para passear com você mesmo.
Gaste seu melhor sapato, repita suas melhores roupas, quando morrer nem tua roupa do caixão você escolherá... Se não é errado, por que não ser agora? Escute o coração, ele é a voz de Deus.
Por que não dar uma fugida?
Por que não orar agora ao invés de esperar para orar antes de dormir? E Não faça rezas ensaiadas pela boca, faça orações de amor, converse com Deus ao invés de apenas repetir palavras. Não transforme sua relação com Deus num ritual frio... Por que não ligar agora?
Por que não perdoar agora?
Espera-se muito o Natal, a sexta-feira, o outro ano, quando tiver dinheiro, quando o amor chegar, quando tudo for perfeito…
Olha, não existe o tudo perfeito.
O ser humano não consegue atingir isso porque simplesmente não foi feito para se completar aqui.
Aqui é uma oportunidade de aprendizado, apenas uma sala de aula das milhares que ainda terá que passar.
Então, aproveite este ensaio de vida eterna e faça cada segundo valer a pena! O universo te espera, mas o impulso para alcancares as estrelas será feito aqui…Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente. Seja luz e a luz sempre estará contigo!!''


 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

'ESPÍRITAS DEVEM SE ENVOLVER NA POLÍTICA''

O Brasil vivenciou nas últimas eleições a maior manifestação histórica em defesa da democracia brasileira.
Nas redes sociais, campanhas a fim de enaltecer ou elevar candidatos desse ou daquele partido, tomaram vulto e inflamaram pessoas de todas as idades, credos, raças e nacionalidades, como nunca antes se havia visto, em todas as redes de comunicação, em uma velocidade incontrolável e desleal, onde, de maneira quase totalitária, prevaleceram os próprios interesses dos envolvidos.
Líderes religiosos e dirigentes governamentais do mundo inteiro se manifestaram sobre a situação política do Brasil e grupos foram criados, a fim de oferecer apoio a pessoas que se agregaram e se protegeram umas das outras, como se a nossa nação, que está fadada a desempenhar o seu papel de “coração do mundo, pátria do Evangelho”, estivesse dividida em dois lados totalmente distintos e inimigos.
Queiramos ou não, quem decide as coisas em um país são os políticos e apesar de muitos de nós, espíritas, dizermos que não suportamos política e que não temos nada a ver com isto, mesmo que não seja esse o nosso desejo, estamos envolvidos nessa grande roda de interesses, que direciona nossas escolhas para aquilo que acreditamos ser melhor para as nossas vidas.
Não estou querendo dizer com isso, que devemos fazer campanha partidária dentro das Instituições Espíritas, ou ressaltar e impor indicações sobre o nosso candidato preferido aos irmãos de ideal. A nossa posição, enquanto divulgadores e estudiosos das verdades espiritas, deve andar junto com a verdade e respeitar a opinião alheia, é o primeiro passo para uma convivência passiva e fraterna tal como nos ensinam os espíritos amigos.
Fatos que vivenciei através da redes sociais e no contato com pessoas, de vários credos religiosos e até espíritas, me mostraram o desrespeito à regras morais, éticas, e de convivência grupal. Segundo os mais afoitos, até “Emmanuel, Chico e outros espíritos respeitáveis”, indicaram candidatos através de suas mensagens, o que, de acordo com a vontade do expositor, eram exaltados ou denegridos perante a massa, fato totalmente contrário ao exercício da mediunidade exercida com discernimento e seriedade.
De minha parte, vejo esse momento de maneira extremamente preocupante. Ao serem autorizadas para que assim o fizessem, pessoas colocaram para fora suas ideias sobre assuntos que nem deveriam estar em pauta na vivência espírita, de maneira desordenada e deselegante, sem se preocupar se isso estaria ferindo aos seus irmãos de caminhada, assim como as verdades aprendidas desde que Kardec compilou a Doutrina Espírita.
Encontramos no acervo da FEB, Federação Espírita Brasileira, interessante livro que serve de reflexão para o momento que estamos vivendo. Trata-se da obra Espiritismo e política, de Aylton Paiva. Nela, o autor procura demonstrar que, “sob o aspecto filosófico, o Espiritismo tem muito a ver com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa”. Segundo ele, a proposição espírita da lei do progresso é um intenso e profundo desafio para que trabalhemos pela evolução intelectual e moral da humanidade. Com tal objetivo, o espírita deve estimular a sociedade humana a fim de que haja hábitos espiritualizados, desenvolvimento da inteligência e elaboração de leis justas, em benefício de todos.”
Segundo o autor, não se trata de estimular o leitor a participar da política partidária, nem também de afirmar que o espírita deve ou não deve participar, como membro atuante, de uma organização política. Trata-se, simplesmente, de reconhecer o direito de que, como membro de uma sociedade, o espírita escolha, livremente, a sua contribuição para que as relações humanas sejam, progressivamente, melhoradas no sentido da paz, da justiça e do amor fraternal.
Convém lembrar que espíritas respeitáveis atuaram na política. Dentre eles, o médico Adolfo Bezerra de Menezes – Conhecido como o “Médico dos pobres” e como o “Kardec brasileiro”, e que foi Presidente da Federação Espírita Brasileira em 1889 e de 1895 a 1900. Ocupando os cargos de: Vereador, Presidente da Câmara Municipal da Corte e Deputado Geral, sempre agiu em favor da justiça e da honestidade, tendo afirmado Freitas Nobre: “Para nós, a política é a ciência de criar o bem de todos, e nesse princípio nos firmaremos”.
Dentro dessa visão, também concordamos que o Movimento Espírita pode contribuir, e muito, para a solução dos problemas políticos e sociais que surgem durante o nosso processo evolutivo de nossa vida no planeta terra.
Autora:  Fátima Moura

sábado, 11 de abril de 2020

O MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO DE JESUS NA VISÃO ESPÍRITA.

Maria de Nazaré é certamente uma das figuras mais emblemáticas e importantes da era cristã, não somente por receber a missão de trazer ao mundo Jesus, mas também pela forma com a qual conduziu o Mestre, sempre demonstrando amor, fé e sabedoria, mesmo durante o calvário de seu filho.
Boa parte dos cristãos enxerga Maria como uma santidade, outros, apenas a mulher que trouxe ao mundo o Messias. Em comum, há no mínimo um grande respeito pela personalidade mariana. Através de diversas manifestações de fé e religiosidade pelo mundo, Maria recebeu diferentes nomes, e é lembrada de diversas formas, tornando-a um grande vulto do Cristianismo.
A História de Maria
A história da genitora do Mestre de Nazaré, para muitos, é cercada de mistérios desde o período que antecede a seu próprio nascimento no plano físico. Segundo os registros contidos no Protoevangelho de Tiago[1], Maria era filha de Joaquim, um judeu de posses que vivia na região de Nazaré, o qual sempre oferecia doações aos pobres e oferendas aos templos. Tiago narra que, em certa feita, um sacerdote chamado Ruben proibiu Joaquim de realizar doações, pois o mesmo não havia gerado nenhum rebento em Israel, o que contrariava as leis judaicas. Joaquim, diante das circunstâncias, caiu em profunda tristeza e decidiu jejuar por 40 dias e 40 noites em uma montanha deserta, dizendo a si mesmo: "Não voltarei ao lar nem pra comer ou beber, até que o senhor venha visitar-me. As minhas orações me servirão de bebida e comida aqui no deserto". Enquanto isso, em sua casa, Ana chorava a ausência do marido, dividida entre a dúvida da viuvez e a culpa da esterilidade. Até que um dia, em meio a suas súplicas, Ana recebe a visita de um "anjo" que lhe disse: "Ana, Ana, o senhor ouviu as tuas preces. Eis que conceberás e darás a luz a um filho. E o fruto do teu ventre será conhecido em todo mundo". No mesmo dia, Joaquim, ainda sobre a montanha, avista dois mensageiros de Deus que lhe dirigiram a palavra: "Joaquim, o senhor ouviu tuas preces, desce daqui e vai a Ana, tua mulher, porque ela conceberá em seu ventre". Desta forma, Joaquim retornou ao lar e, pouco tempo depois, Ana engravidou e deu a luz a uma menina, a qual recebeu o nome de Maria.
Ao completar 3 anos, Maria é levada por seus pais ao templo judaico e lá permanece sob a tutela dos sacerdotes até os 12 anos, idade em que deveria ser retirada do templo, antes do período de sua menarca[2]. O problema é que, nessa época, Maria já havia se tornado órfã. Foi então que os sacerdotes reuniram os viúvos da região e, através da orientação de um "anjo", escolheram José para recebê-la.
Segundo o apócrifo atribuído a Tiago, José era um homem idoso, portanto, bem mais velho que Maria. Seu dever era proteger a jovem, que era considerada pelos representantes do judaísmo uma enviada de Deus, portanto, a mesma permaneceu intocada.
A Concepção da Virgem segundo a Tradição
O maior mistério atribuído a Maria, pelo menos para os mais religiosos, indubitavelmente é o que diz respeito à concepção virginal. Os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Maria manteve-se virgem e que Jesus fora concebido pelo "Espírito Santo", ou seja, a fecundação de Maria aconteceu de forma "milagrosa", sem a participação de um pai natural.
De acordo com as escrituras sagradas, Maria recebeu a visita do anjo Gabriel, o qual anunciou à jovem sua concepção através da intervenção do "Espírito Santo". A partir de então, Maria fora acolhida por sua prima Isabel, mãe de João Batista, pois José tivera que se ausentar por um período para trabalhar. Ao retornar, o marido de Maria se deparou com a mesma, já no sexto mês de gravidez, não acreditando na fidelidade da virgem. Então, José é visitado por uma entidade angelical que lhe esclarece a situação. Depois deste evento, a mãe de Jesus segue tranquilamente sua gestação até o nascimento do enviado de Deus, que ocorreu através de um parto fisiológico, conforme a história que todos conhecem.
A Concepção de Maria segundo o Espiritismo
O Espiritismo é uma ciência de observação e ao mesmo tempo uma doutrina filosófica de consequências religiosas, que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos e de suas relações com a vida material. Além disso, a Doutrina Espírita nos convida a desenvolver uma fé raciocinada, analisando os fatos de forma coerente, buscando compreender a razão daquilo que acreditamos. Allan Kardec defende que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última e vice-versa. E é baseado nesses princípios que analisaremos a questão proposta neste artigo.
Para algumas religiões, a concepção de Maria é tida como um milagre, através da ação do "Espírito Santo". Este fato, explicaria uma fecundação assexuada. Já segundo a Doutrina Espírita, não existem milagres, todos os acontecimentos fazem parte da Lei Natural, criada por Deus em sua infinita perfeição, desta forma, não há a necessidade de o Criador realizar milagres para provar sua grandiosidade. A questão dos milagres para o Espiritismo é elucidada em "A Gênese", no tópico, "Faz Deus milagres?":
"Não sendo necessários os milagres para a glorificação de Deus, nada no Universo se produz fora do âmbito das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo como são perfeitas as suas leis, não lhe é necessário derrogá-las. Se há fatos que não compreendemos, é que ainda nos faltam os conhecimentos necessários".
O fato de Jesus ter sido gerado de forma milagrosa contraria as vias normais de reprodução, e para o Espiritismo esta é uma questão relevante, uma vez que a reprodução humana é uma consequência das Leis Naturais de Deus.
A doutrina codificada por Allan Kardec não nega a participação do "Espírito Santo" na concepção de Jesus, até porque sua reencarnação foi minimamente planejada pela espiritualidade superior (aqui entra a participação do "Espírito Santo"), entretanto, a fecundação de Maria se deu por vias normais, através de relação sexual entre ela e José, como acontece entre todos os casais.
Mas então, como surgiu o mito da virgindade de Maria?
Acredita-se que a Igreja tenha disseminado essa tese, a fim de diminuir a promiscuidade entre as pessoas. A prática sexual naquela época era permitida apenas com o intuito de procriação, isso para não provocar a extinção da raça humana. Quanto menor fosse a relação sexual entre os casais, menores seriam os seus pecados.
Jesus com o passar do tempo tornou-se uma figura mitológica e, como sendo um Deus, não poderia ter nascido do pecado original cometido por Adão e Eva. Apesar dessas considerações, o Novo Testamento utiliza o termo "O Filho do Homem" 88 vezes. Esse termo refere-se a Jesus como um ser humano, e como tal, seu nascimento só poderia ter acontecido de forma natural.
Nas epístolas de Paulo, que são os registros mais antigos contidos na Bíblia, não há evidências da virgindade de Maria; o apóstolo refere-se a ela apenas como a mãe de Jesus. Os evangelhos bíblicos reforçam ainda que Maria e José tiveram outros filhos, não podendo persistir a virgindade de Maria:
"Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José Simão e Judas?" (Mateus 13, 55)
A grande diferença em tudo isso é que o Espiritismo não interpreta o ato sexual como um pecado. O que torna o sexo imoral é como as pessoas o praticam. Não devemos viver para a prática sexual, mas o sexo é importante para gerar a vida, sendo um mecanismo natural do ser humano.
A Visão do Espiritismo sobre Maria
É certo que Maria faz parte de um grupo de Espíritos evoluídos que vieram para preparar a chegada de Jesus. É um Espírito tão puro, que recebeu a missão nobre de conduzir o governador da Terra, modelo e guia da humanidade.
Maria é sinônimo de amor, prova disto foi a sua resignação ao presenciar o sofrimento de seu filho, em nome da salvação da humanidade. E é por isso que este Espírito desperta tanta simpatia e admiração entre as pessoas. Há quem acredite que pedir a intercessão de Maria é o método mais eficaz de se chegar a Jesus, pois um filho não negaria o pedido de uma mãe.
Na literatura espírita, encontramos vários registros sobre Maria na espiritualidade. O livro Memórias de um Suicida descreve as atividades da Legião dos Servos de Maria, um grupo de Espíritos especializados no resgate de suicidas nas zonas inferiores. Após o socorro dos réprobos, os mesmos são encaminhados ao Hospital Maria de Nazaré. Esta instituição é dirigida pela mãe de Jesus. Camilo Cândido Botelho, autor espiritual desta obra, relata que a tarefa de cuidar de Espíritos suicidas não poderia ser desempenhada por outro Espírito a não ser Maria, por ela ser a referência de amor e de dedicação fraternal.
Além disso, milhares de fiéis pelo mundo todo dedicam sua fé e devoção a Maria. Em virtude disso, existem Espíritos abnegados que trabalham em seu nome, recebendo os pedidos e as orações e auxiliando aqueles que sofrem.
É importante ressaltar que a Doutrina Espírita alimenta um profundo respeito a qualquer forma de convicção religiosa, mesmo posicionando-se de forma diferente. E sabemos que Maria é um Espírito de luz e trabalha ao lado de Jesus em benefício da humanidade.

Referências:
A Epístola Lentuli - Pedro de Campos.
A Gênese - Allan Kardec.
O Evangelho de Tiago - Autor desconhecido.
Memórias de um Suicida - Yvonne A. Pereira, pelo Espírito Camilo Cândido Botelho.
 

[1] Este apócrifo também conhecido como "Livro de Tiago" ou, ainda, "A Natividade de Maria", tem sua autoria e data atualmente tidas como desconhecidas, embora o autor se identifique como Tiago. Muitos estudiosos consideram o seu texto muito remoto, anterior mesmo aos Evangelhos Canônicos ou até à base deles.
Os Pais da Igreja, Orígenes, Clemente, Pedro de Alexandria, São Justino e São Epifânio citam este evangelho com muita frequência.

[2] Primeira Menstruação.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

O JOVEM SUBJUGADO POR UM ESPIRITO ALCOÓLATRA.

Certa vez, eu, Sr. Rubens e mais dois amigos, encontrávamos-nos em frente do Kardec conversando sobre assuntos diversos. A reunião pública do domingo havia terminado e todas os frequentadores já tinham se ausentado.
Estávamos nos despedindo quando um carro em alta velocidade parou e dois jovens que estavam na frente do veículo desceram assustados, pedindo socorro ao amigo que estava deitado no banco de trás. Paulo (nome fictício) apresentava todas as características de forte embriaguez. Não conseguia sequer articular palavras e quando tentava eram ininteligíveis.
Seus amigos nos informaram que ele viera de São Paulo passar o feriado prolongado daquela semana em Rio Preto e que, de repente, ficara embriagado. Que Paulo, em desespero e com muita dificuldade, havia lhes dito para procurar um Centro Espírita. E lá estavam buscando socorro.
Sr. Rubens pediu aos rapazes que o carregassem (sim, porque Paulo não conseguia ficar em pé e andar) até à sala de passes para o atendimento. Foi penoso ver aquele jovem naquela situação. Seus amigos quase não conseguiram retirá-lo do assento de trás do carro, pois Paulo não conseguia levantar-se sozinho e se encontrava quase sem consciência.
Nesse momento eu perguntei ao Sr. Rubens se poderíamos acompanhá-los a fim de colaborarmos nos passes. Sr. Rubens agradeceu e disse que cuidaria sozinho do caso.
Desceram, então, Sr. Rubens, Paulo e seus dois amigos carregando Paulo até a sala de passes.
Eu e os demais trabalhadores continuamos à frente do Kardec aguardando o desfecho bem como a postos para qualquer ajuda ao caso.
Dez minutos se passaram….. Após o afastamento temporário da entidade, Paulo e Sr. Rubens aparecem conversando descontraidamente como se nada houvera acontecido. Surpreendeu-me o novo estado do jovem. Apresentava-se, agora, como todos nós, sem apresentar qualquer sintoma de embriaguez. Articulava perfeitamente as palavras com total lucidez e explicava seu caso.
Estava sendo atendido por uma casa espírita de São Paulo. O Espírito que o assediava era alcoólatra e todas as vezes que se ligava mais fortemente a ele, médium natural, apresentava todos os sintomas da embriaguez. Não conseguia, ainda, dominar a ação do obsessor.
Sr. Rubens, então, orientou-o e, dentre outras recomendações, disse que ele não podia em hipótese alguma ingerir bebida alcoólica.
Nesse momento os dois jovens que o acompanhavam disseram que ele havia tomado apenas meio copo de cerveja quando caiu no chão e apresentou aquele quadro.
Mas Paulo não podia ingerir qualquer quantidade de álcool, mesmo que diminuta, um gole sequer, pois imediatamente estabelecia a sintonia com a entidade espiritual. O álcool funcionava como uma espécie de “gatilho” para a ação da entidade.
Os jovens se despediram agradecendo a ajuda e foram embora alegres e aliviados.
Até aquele momento eu não havia presenciado algo parecido. Sabia, através de relatos, que os médiuns umbandistas, sob ação de algumas entidades, bebiam garrafas inteiras de pinga e quando saíam do transe nada sentiam. Era como se tivessem ingerido água.
No caso de Paulo, ocorria o inverso. Mesmo sem ingerir álcool ele “ficava embriagado” porque o espírito que o assediava era alcoólatra e se satisfazia absorvendo os vapores da bebida através de encarnados afins, que encontrava facilmente em bares e outros locais. Quando se aproximava e conseguia sintonia com Paulo, já se encontrava “bêbado”, deixando o médium com todas as sensações e aparências da embriaguez.
Tratava-se de um caso de subjugação espiritual, caso avançado de obsessão.
Como nos ensina Kardec: “A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”.
Fernando Rossit

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...