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quarta-feira, 11 de julho de 2018

“A MORTE NÃO É O FINAL A MORTE NÃO É NADA.”

A morte não é o final.
Eu somente passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como sempre foi.
Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos, permanece intocada, imutável.
O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira como sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor.
Ria como sempre o fizemos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim.
Deixe que meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem sombra.
A vida continua a ter o significado que sempre teve.
Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. A ligação não foi interrompida.
O que é a morte?
Por que ficarei fora dos seus pensamentos apenas porque estou fora do alcance da sua visão?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho.
Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo bem próximo, na outra esquina.
Você que aí ficou, siga em frente. A vida continua bela, como sempre foi.
Tudo está bem.
A morte é somente a cessação da vida orgânica. É apenas o fim do corpo físico e de mais uma etapa da programação Divina.
A essência humana sobrevive para além da vida física, pois o Espírito não tem fim. Somos imortais.
A morte vem apenas nos dizer que chegou o momento da alma retornar à vida plena e verdadeira.
Mostra-nos que o Espírito se despediu do corpo que o abrigou durante a jornada terrestre para se elevar a outras dimensões e continuar sua trajetória evolutiva.
A afeição real, de alma a alma, é durável, e também sobrevive à destruição do corpo. Apenas as afeições de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.
O amor que nutrimos uns pelos outros continuará existindo na Espiritualidade.
Ao desencarnarmos, seremos recebidos do outro lado da vida por aqueles a quem estamos ligados por laços de afeto e que desencarnaram antes de nós.
Será o momento de rever seres amados que nos aguardam.
O reencontro na Espiritualidade ou em vidas futuras, através de uma nova encarnação, haverá de acontecer.
E todas as vezes que a saudade daquele que partiu parecer maior do que nossas forças possam suportar, busquemos o lenitivo da oração.
Nossas preces alcançam os seres amados onde quer que estejam, levando até eles nossas melhores vibrações.
E, para que possamos sentir as vibrações enviadas pelo pensamento dos amores que hoje vivem em outras dimensões, aquietemos nossas mentes e corações. Com certeza, experimentaremos algum conforto.
A prece é mecanismo abençoado que nos aproxima de Deus e dos afetos que estão distantes.

Redação do Momento Espírita





terça-feira, 10 de julho de 2018

“MEU OBSESSOR NÃO PERMITIU QUE EU CASASSE. ”

O médium Divaldo Pereira Franco contou uma história verídica, aliás, utilíssima para os dirigentes e doutrinadores de reuniões mediúnicas, que é assim:
Uma jovem já havia passado por reuniões mediúnicas de várias Casas Espíritas. Havia se submetido à fluidoterapia, água fluidificada, afirmando que orava e que estudava a Doutrina Espírita, a fim de se libertar da obsessão.
Chegou ao Centro Espírita Caminho da Redenção solicitando auxílio para sua perturbação espiritual, passando a frequentar as reuniões doutrinárias.
Passados alguns anos, numa das reuniões mediúnicas da Casa, o obsessor fora doutrinado, como sempre, com amor, mas também com doce energia. O doutrinador finalizou o seu trabalho dizendo que havia tentando os melhores argumentos, esperando encontrar uma resposta, esperando sensibilizá-lo mas . . . não obteve sucesso.
O Espírito que se conservou mudo até aquele presente momento, redarguiu:
– Vocês estão enganados. Eu preciso esclarecer-lhes algo. No início eu odiei essa mulher. São reminiscências de outras encarnações que nos prejudicaram muito. Porém, aos poucos, fui absorvendo as lições que são ministradas nesta Casa de Caridade e após receber as respostas para minhas dúvidas, nos diálogos que travei com o coordenador dos trabalhos, suavizei meu caráter, abrandei meus vícios, e hoje já começo a viver uma vida diferente, tentando praticar aquilo que aprendi. Mas, ao deixar a antiga inimiga, percebi que ela me evocava com seus pensamentos, culpando-me e injuriando-me. Assim, hoje, eu sou por ela obsedado, e peço a Deus que me liberte desse jugo.
E o Espírito desligou-se do médium, afastando-se.
O diretor da Casa falou com a moça sobre a ocorrência, interrogando-lhe sobre a autenticidade dos fatos.
Ela sempre muito calma e paciente passou a agredir o Espírito com palavras ríspidas. Explicou que, como o obsessor a havia prejudicado por anos à fio, impedindo-a de casar-se e constituir família, ela agora também o perturbava, para que ele experimentasse o mesmo sofrimento.
O diretor conservando a calma e com muita bondade, passou a doutrinar agora a encarnada, esclarecendo-a sobre a terapia salutar do perdão, solicitando um estudo profundo da Doutrina Espírita e a sua renovação espiritual.
Dessa história podemos lembrar que:
1ª “Muitos procuram a Casa Espírita para resolver seus problemas espirituais. Querem livrar-se de obsessores, de preferência rapidamente. Mas o que devemos deixar bem claro para os que nos procuram é que a cura depende dela mesma. A Casa Espírita é um hospital da alma, mas se o paciente não tomar o medicamento corretamente, este não fará efeito. E o medicamento está no Evangelho de Jesus, que nos pede a reforma íntima, ou seja, a reforma em nossos sentimentos, pensamentos e atos. Retirando dela o ódio, o rancor, a mágoa, o ressentimento, a vingança.”
2ª “A vingança é um indício certo do estado atrasado dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que podem ainda inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento não deve jamais fazer vibrar o coração de quem se diga e se afirme espírita. Vingar-se, como vocês sabem, é contrário a esta prescrição do Cristo: Perdoai aos vossos inimigos.”
3ª “Geralmente, vemos um desencarnado obsediando um encarnado. Mas, o contrário também acontece. Um encarnado também obsedia um desencarnado com lembranças de ódio, rancor, mágoa, vingança ou por ficar lamentando sua desencarnação fazendo com que este fique preso perto de nós.


Fonte: Kardec Rio Preto. Por:  Fernando Rossit

segunda-feira, 9 de julho de 2018

"O ADVOGADO QUE ODIAVA O ESPIRITISMO"

Onde estivesse, se alguém falasse sobre algum tema Espírita, logo, começava com seus sarcasmos:
“Essa história de Espiritismo só num tratado psiquiátrico”– dizia irônico, fazendo difamações.
Aproveitando o período de férias em sua fazenda, resolveu escrever um livro contra os postulados espíritas.
Nos encontros, costumava ler para os amigos esse ou aquele trecho, em que médiuns eram criticados de maneira dura.
Ele e os companheiros, riam muito, entre um e outro gole de uísque.
O distinto advogado assumiu as primeiras responsabilidades para enviar o volume à editora, quando aconteceu o inesperado.
Enquanto dirigia seu carro nas proximidades de uma escola, um menininho correndo distraído, lhe caiu sob as rodas, morrendo instantaneamente.
Um grande tumulto formou-se na rua.
Saindo depressa do carro, e suportando a ameaça do povo, debruçou-se sobre o cadáver minúsculo e, de coração agoniado, chorou em desespero.
Em sã consciência não é culpado, mas tem o coração partido pela dor.
Os pais em pranto, logo se aproximam, e olham aquela cena aterrorizante sem a mínima queixa.
O pai acaricia os cabelos da criança, em silêncio, e a mãe começa a orar em lágrimas.
O advogado espera ser humilhado, acusado, ferido.
Mas encontra ali, porém, apenas paciência, aceitação e serenidade.
No outro dia, logo após o funeral da criança, o advogado consulta então a família sobre a instauração do processo de indenização, mas o chefe da família responde firme:
- Nada disso. O doutor não teve culpa alguma. Ninguém faria isso por querer. Os desígnios de Deus foram cumpridos...
E a mãe do menino enxugando o rosto, acrescenta:
- Choramos, estamos sofrendo muito, como é natural, mas não desejamos indenização alguma. Deus sabe o que faz. Não se preocupe. Compreendemos perfeitamente que o senhor não tem culpa. O senhor está sofrendo tanto quanto nós. Ore conosco, para tentar acalmar-se.
Totalmente transtornado, e sem entender a paciência cristã do casal, o advogado pergunta:
- Que religião professam?
- Nós somos espíritas – informou o pai da pequena vítima.
O advogado baixou a cabeça, e em silêncio retirou-se dali, com uma grande angústia no peito.
E à noite, em casa, de coração transformado, fechou-se no quarto e rasgou o livro que havia escrito."
Espírito Hilário Silva - História adaptada/sintetizada - A Colheita/ Renato Koenig.
Fonte: Espiritbook
 


"PORQUE TANTAS PROVAÇÕES? SERÁ QUE DEUS SE ESQUECEU DE MIM?"


O homem representa a figura mais próxima de Deus. Ele é a mais perfeita criação que a raça humana conhece. Sua história se perde na imensidão do tempo, tornando sua evolução um mistério. Segundo Allan Kardec, todos os seres são criados simples e ignorantes e o mérito de sua evolução é pessoal, de forma que cada espírito traça seu próprio caminho. As diversas existências que o homem vive servem para testar e exercitar o aprendizado que ele foi incumbido de adquirir, em favor do seu aperfeiçoamento moral e intelectual – e, sobretudo da sua felicidade espiritual.
Em nome do progresso:
A lapidação da pedra bruta, que visa se transformar em um diamante cintilante, não é fácil; Exige muito esforço, tempo e cuidado para adquirir o efeito desejado. È desta forma que podemos comparar a evolução humana, uma pedra bruta em constante lapidação, da qual quanto mais sujeira se tira, mais iluminada se torna. Como ensina Allan Kardec na classificação dos mundos, o planeta Terra está na categoria de planeta de provas e expiações, ou seja, como a própria classificação mostra, aqui é o terreno das provações. Esteja encarnado ou desencarnado, o homem é constantemente testado, quando tem oportunidade de avaliar seu desempenho perante as provas da vida. Pessoas mais sensíveis captam esta informação e a guardam como uma preciosidade, pois sabem que todas as provas da existência terrena estão condicionadas ao progresso. Aceitam com tranquilidade as dificuldades que a vida trás, sem questionar ou colocar em dúvida os desígnios de Deus. Outros, porém, veem o sofrimento como uma punição e fazem da vida um templo de lamentações.
Todos os seres humanos que habitam a Terra já passaram por mundos inferiores. Neste mundo a vida é muito mais complicada se comparadas às dificuldades encontradas por aqui. Segundo a Doutrina Espírita, a raça humana estagia através de inúmeras reencarnações adquirindo conhecimentos. Assim num futuro próximo, consegue migrar para mundos ou planos espirituais onde não sejam mais necessárias as provas para o espírito, pois ele já estará preparado para outras etapas da evolução.
 
Provas e Punição:
Algumas pessoas confundem provas com punição dada a “atitudes erradas” de outras existências. Pensando desta forma, entende-se que Deus é um pai severo e punitivo, que castiga seus filhos pelas travessuras aprontadas. A espiritualidade mostra que não é bem assim. Deus não pune ninguém. Apenas mostra o caminho reto; quem se desvirtua deste caminho certamente sofre as consequências de um trajeto mais difícil. Ainda assim, estes tropeços nada têm a ver com as provas reais que a vida impõe. O Espiritismo mostra que a criação de Deus passa por vários ciclos de existências. Primeiro, os reinos naturais, onde a criatura conhece os princípios básicos da criação. Quando chega à classe humana, o homem está preparado para impetrar novos valores ao seu currículo. Nesta fase despertará a razão e cada passo dado será importante para o seu aprimoramento.
Através de inúmeras existências, o ser humano vive e revive situações nas quais pode expressar sensações e emoções importantes para o seu aprimoramento, com chances de errar e aprender. Além de fazer escolhas certas e erradas; nesta etapa costuma sofrer, talvez (ou não), por ainda não entender com humildade a necessidade das dificuldades extremamente importantes para sua evolução. Estas são as provas. É como um jogo: cada fase fica mais difícil a partir do momento em que o jogador consegue passar para níveis mais avançados. Porém, como um jogador persistente, o homem pode vencer todas as fases. Como pode também estagnar e ficar anos, às vezes séculos ou milênios, na mesma etapa, lamentando-se por achar a vida muito difícil.
 
Uma chance a mais...
Quando se fala de provas, imagina-se uma relação de aprendizado e estudo, na qual a existência representa a sala de aula. As vicissitudes da vida são os testes, pelos quais o ser humano terá de passar. Deus, que tudo sabe e a todos vê, acompanha o desenrolar destes testes e o nosso progresso através das provações. O espírito é livre para escolher antes de reencarnar as provas que passará em vida física. Então não adianta culpar Deus ou quem quer seja pela dificuldade que passamos; certamente fomos avisados que não seria fácil. Como disse Kardec (Livro dos Espíritos – questão 843) “Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina”. Somos responsáveis pela nossa vitória ou nossa derrota, mas nunca devemos nos esquecer de que não nos encontramos sozinhos. Deus estará sempre do nosso lado, nos dando força e nos guiando pelo caminho certo a seguir. Basta aprender a perceber os recados que ele envia, através de diversos mensageiros. “Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons espíritos. A isso é que se pode chamar a queda do homem. “(Livro dos Espíritos – questão 262).
 

Resgates de Débitos, Expiações e Provas. 
Provas
A provação é uma experiência que o espírito passa, como um teste, para avaliar seu desempenho perante os compromissos assumidos antes de reencarnar.
 

Resgate
Resgates são novas oportunidades dadas aos encarnados, para que através de existência novas junto daqueles a quem contraiu débitos possa quitá-los. Reaproximam pessoas, estreita laços perdidos e faz florescer o amor, mesmo quando a relação é marcada pelo ódio e rancor.

Expiação
Expiação diz respeito às experiências que o encarnado precisa vivenciar para reparar algum erro ou atitude equivocada. Por exemplo, se o cidadão comete um roubo em determinada existência, é quase certo que, no futuro, também será roubado ou passará por privação exatamente daquele bem que ele roubou.
Em resumo, a expiação é sempre uma provação. Juntas, são colaboradoras fiéis em casos de resgates.
Se analisarmos com coerência o significado da palavra expiação, veremos que ela traduz com bastante ênfase a benção da quitação. Se uma pessoa faz algo sabendo que está errado e que, portanto, não deve ser praticado, deve responder por sua irresponsabilidade. Esse acerto de contas é importante para o espírito que, enquanto não expia seu erro, mantém-se preso a ele como uma espécie de lembrança ao erro cometido. Porém algumas pessoas se comprometem tanto com uma vida baseada em preceitos cristãos, que tornam esta quitação praticamente nula frente aos bons atos praticados, de forma que lhe é livrado o acerto. Ou seja, o débito é perdoado! Os resgates também estão relacionados a acertos de contas, porém, de forma mais sutil. É um acerto de contas através do entendimento, do perdão e do amor. Assim são os casos familiares e conjugais, cujas histórias das mais diversas formas são levadas ao âmbito familiar para o estreitamento de laços de forma fraternal.
 

Raphael de Assis- 
Fonte:  Espiritbook

domingo, 8 de julho de 2018

“SERÁ QUE TEREI QUE REENCARNAR NOVAMENTE????”

O que é a reencarnação compulsória?
Para nós entendermos o que é a reencarnação compulsória, nós precisamos entender antes como normalmente se dá a reencarnação.A reencarnação acontece por afinidade e atração. Espíritos afins, espíritos que têm afinidade uns com os outros, tendem a se atrair. Isso é tão evidente que nós vemos o resultado disso todos os dias:Num estádio de futebol milhares de pessoas se reúnem para olhar futebol, porque gostam de futebol, eles têm em comum o gosto pelo futebol; num bar, se reúnem os espíritos (pessoas são espíritos) que gostam de beber, eles têm essa afinidade uns com os outros – gostam de beber, então se reúnem num bar e bebem; numa faculdade se reúnem pessoas que gostam de um determinado tema, de uma determinada área do conhecimento; e assim por diante. Eu dei exemplos de coisas físicas, de coisas que acontecem aqui no plano físico, mas a afinidade é espiritual, ela apenas se manifesta no plano físico.Assim os espíritos se reúnem numa mesma família: por afinidade. Assim os espíritos são atraídos para os seus futuros pais. Então este é o processo natural: espíritos têm afinidade entre si, sentem-se atraídos uns pelos outros e essa atração pode resultar na reencarnação.Mas nós temos que entender o que é afinidade – ter afinidade com alguém é ter pontos em comum com este alguém, mas estes pontos em comum podem ser positivos ou negativos.Os nossos desafetos são nossos espíritos afins. Eles só são nossos desafetos porque nós temos afinidade com eles – espíritos afins, então, são os afetos e os desafetos, são os espíritos com que nós desenvolvemos relações de amor e ódio. O contrário do amor não é o ódio, o contrário do amor é a indiferença. Amor e ódio entre pessoas (entre espíritos) é afinidade entre esses espíritos. O ódio é o amor doente, é um desajuste na nossa capacidade de amar.
Outro modo de reencarnar é através de um planejamento. Espíritos mais elevados, mais experientes, coordenam, dentro de certos limites, a evolução de grandes grupos de espíritos, e podem intervir em favor dos seus tutelados. Na literatura espírita nós temos um exemplo de planejamento reencarnatório no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, que trata da reencarnação de Segismundo. Nós vemos que quando se aproximava o momento da reencarnação de Segismundo o instrutor Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos do espírito, onde estavam previstas todas as características do novo corpo físico do espírito reencarnante.
Segismundo ia reencarnar como filho do homem a quem ele havia matado, na reencarnação anterior, e da mulher por quem os dois disputaram. Na existência anterior os dois disputavam a mesma mulher, e Segismundo matou o seu rival para ficar com a mulher. Agora Segismundo ia reencarnar como filho dos dois para que eles, em conjunto, numa formatação familiar, se rearmonizassem, se reajustassem consigo mesmos e uns com os outros.
No caso de Segismundo houve um planejamento nesse sentido – por merecimento dele; ele cometeu um erro grave, se arrependeu, se regenerou, se tornou um excelente trabalhador da espiritualidade.
Nesse caso, então, ele tinha merecimento e estava inteiramente de acordo com aquilo que esperavam dele. Mas há casos em que o espírito não tem interesse nem condições de seguir um planejamento. É muito comum que os espíritos que cometeram muitos erros fiquem num estado de semi-consciência, num estado de fixação mental, revivendo algumas cenas mais fortes da sua última reencarnação, ou mesmo repetindo indefinidamente os mesmos acontecimentos – disputas com outros espíritos, crimes – presos numa esfera de remorso, dor, revolta e ignorância.
Nesses casos espíritos mais elevados, aqueles que coordenam a evolução dos seus tutelados, podem interferir na vida desses espíritos perturbados, organizando uma reencarnação de reparação, uma reencarnação em que o espírito tenha, em primeiro lugar, a oportunidade de se livrar daquele estado de fixação mental. Então o espírito recebe um novo corpo, pai e mãe, ou quaisquer outras pessoas para lhe orientarem, de acordo com as suas capacidades – o espírito volta ao plano material para tentar se reajustar.
Pegando novamente um exemplo da obra de André Luiz, nós vemos em Nosso Lar, que é o primeiro livro da série A vida no mundo espiritual, que a mãe de André Luiz já era um espírito mais evoluído, mais adiantado. O pai de André Luiz, ao contrário, estava em regiões inferiores do umbral. O pai dele tinha tido algumas amantes quando encarnado e estava agora envolvido com duas dessas amantes num estado mental doentio.
A mãe de André Luiz se preparava para reencarnar e planejava casar novamente com o seu marido e assumir essas duas amantes do marido como suas filhas. Eles não teriam escolha – iriam reencarnar compulsoriamente, por influência da mãe de André Luiz.
Nesse caso nós vemos um espírito adiantado com interesse direto nesse planejamento, nesse reajuste. Mas há inúmeros casos, incontáveis casos de espíritos que reencarnam compulsoriamente sem contar com a ajuda interessada de alguém. Espíritos que se dedicam à obsessão, por exemplo. Esses espíritos, quando são afastados das suas vítimas, são às vezes encaminhados compulsoriamente para a reencarnação.
Com o avanço dos tratamentos espirituais, com o avanço da intervenção dos espíritos encarnados e desencarnados no plano astral, o que nós vemos hoje é exatamente um fenômeno de reencarnação em massa desses espíritos desajustados, desses pequenos e grandes malfeitores do astral.
Grande parte dos delinquentes jovens – que são muitos – são espíritos que reencarnaram compulsoriamente. Receberam uma nova chance – porque a reencarnação é sempre uma nova chance – e não estão sabendo aproveitar.
Alguns desses espíritos estão recebendo a sua última chance na Terra. Se não se ajustarem, continuarão o seu processo evolutivo em outro planeta, mais adequado às suas possibilidades.
ESPÍRITO IMORTAL | Morel Felipe Wilkon

𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...