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terça-feira, 17 de julho de 2018

"QUEM SÃO OS ESPÍRITOS INFERIORES?"


"O Espírito puro traz em si próprio sua luz e sua felicidade, que o seguem por toda parte e lhe Integram o ser.
Assim também o Espírito culpado consigo arrasta a própria noite, seu castigo, seu opróbrio.
Pelo fato de não serem materiais, não deixam de ser ardentes os sofrimentos das almas perversas.
O inferno é mais que um lugar quimérico um produto de imaginação, um espantalho talvez necessário para conter os povos na infância, porém que, neste sentido, nada tem de real.
É completamente outro o ensino dos Espíritos sobre os tormentos da vida futura; aí não figuram hipóteses.
Esses sofrimentos, com efeito, são-nos descritos por aqueles mesmos que os suportam, assim como outros vêm patentear-nos a sua ventura.
Nada é imposto por uma Vontade arbitrária; nenhuma sentença é pronunciada e o Espírito sofre as conseqüências naturais de seus atos, que, recaindo sobre ele próprio, o glorifica ou acabrunham.
O ser padece na vida de além-túmulo não só pelo mal que fez, mas também por sua inação e fraqueza.
Enfim, essa vida é obra sua: tal qual ele a produziu.
O sofrimento é inerente ao estado de imperfeição, mas atenua-se com o progresso e desaparece quando o Espírito vence a matéria.
A punição do Espírito mau continua não só na vida espiritual, mas, ainda, nas encarnações sucessivas que o levam a mundos inferiores, onde a existência é precária e a dor reina soberanamente; mundos que podemos qualificar de infernos.
A Terra, em certos pontos de vista, deve entrar nessa categoria.
Ao redor desses orbes, galés rolando na imensidade, flutuam legiões sombrias de Espíritos Imperfeitos, esperando a hora da reencarnação.
Vimos quanto é penosa, prolongada, cheia de perturbação e angústia, a fase do desprendimento corporal para o Espírito entregue às más paixões.
A ilusão da vida terrena prossegue para ele durante anos.
Incapaz de compreender o seu estado e de quebrar os laços que o tolhem, nunca elevando sua inteligência e seu sentimento além do círculo estreito de sua existência, continua a viver, como antes da morte, escravizado aos seus hábitos, às suas inclinações, indignando-se porque seus companheiros parecem não mais vê-lo nem ouvi-lo, errante, triste, sem rumo, sem esperança, nos lugares que lhe
foram familiares.
São as almas penadas, cuja presença já de há muito se tem suspeitado em certas residências, e cuja realidade é demonstrada diariamente por muitas e ruidosas manifestações.
A situação do Espírito depois da morte é resultante das aspirações e gostos que ele desenvolveu em si.
Aquele que concentrou todas as suas alegrias, toda a sua ventura nas coisas deste mundo, nos bens terrestres, sofre cruelmente desde que disso se vê privado.
Cada paixão tem em si mesmo a sua punição.
O Espírito que não soube libertar-se dos apetites grosseiros e dos desejos brutais torna-se destes um joguete, um escravo.
Seu suplício é estar atormentado por eles sem os poder saciar.
Pungente é a desolação do avarento, que vê dispersar-se o ouro e os bens que amontoou.
A estes se apega apesar de tudo, entregue a uma terrível ansiedade, a transportes de indescritível furor.
Igualmente digna de piedade é a situação dos grandes orgulhosos, dos que abusaram da fortuna e de seus títulos, só pensando na glória e no bem estar, desprezando os pequenos e oprimindo os fracos.
Para eles não mais existem os cortesãos servis, a criadagem desvelada, os palácios, os costumes sumptuosos.
Privados de tudo o que lhes fazia a grandeza na Terra, a solidão e o abandono esperam-no no espaço.
Se as massas novamente os seguem é para lhes confundir o orgulho e acabrunhá-los de zombarias.
Mais tremenda ainda é a condição dos Espíritos cruéis e rapaces, dos criminosos de qualquer espécie que sejam, dos que fizeram correr sangue ou calcaram a justiça aos pés.
 
Os lamentos de suas vítimas, as maldições das viúvas e dos órfãos soam aos seus ouvidos durante um tempo que se lhes afigura a eternidade.
Sombras irônicas e ameaçadoras os rodeiam e os perseguem sem descanso.
Não pode haver para eles um retiro assaz profundo e oculto; em vão, procuram o repouso e o esquecimento.
A entrada numa vida obscura, a miséria, o abatimento, a escravidão somente lhes poderão atenuar os males.
Nada iguala a vergonha, o terror da alma que, diante de si, vê elevar-se sem cessar as suas existências culpadas, as cenas de assassínios e de espoliação, pois se sente descoberta, penetrada por uma luz que faz reviver as suas mais secretas recordações.
A lembrança, esse aguilhão incandescente, a
queima e despedaça.
Quando se experimenta esse sofrimento, devemos compreender e louvar a Providência Divina, que, no-lo poupando durante a vida terrena, nos dá assim, com a calma de espírito, uma liberdade maior de ação, para trabalharmos em nosso aperfeiçoamento.
Os egoístas, os homens exclusivamente preocupados com seus prazeres e interesses, preparam também um penoso futuro.
Só tendo amado a si próprios, não tendo ajudado, consolado, aliviado pessoa alguma, do mesmo modo não encontram nem simpatias nem auxílios nem socorro nessa nova vida.
Esolados, abandonados, para eles o tempo corre uniforme, monótono e lento.
 
Experimentam triste enfado, uma incerteza cheia de angústias.
O arrependimento de haverem perdido tantas horas, desprezado uma existência, o ódio dos interesses miseráveis que os absorveram, tudo isso devora e consome essas almas.
Sofrem na erraticidade até que um pensamento caridoso os toque e luza em sua noite como um ralo de esperança; até que, pelos conselhos de um Espírito, rompam, por sua vontade, a rede fluídica que os envolve e decidam-se a entrar em melhor caminho.
A situação dos suicidas tem analogia com a dos criminosos; muitas vezes, é ainda pior.
O suicídio é uma covardia, um crime cujas conseqüências são terríveis.
Segundo a expressão de um Espírito, o suicida não foge ao sofrimento senão para encontrar a tortura.
Cada um de nós tem deveres, uma missão a cumprir na Terra, provas a suportar para nosso próprio bem e elevação.
Procurar subtrair-se, libertar-se dos males terrestres antes do tempo marcado é violar a lei natural, e cada atentado contra essa lei traz para o culpado uma violenta reação.
O suicídio não põe termo aos sofrimentos físicos nem morais.
O Espírito fica ligado a esse corpo carnal que esperava destruir; experimenta, lentamente, todas as fases de sua decomposição; as sensações dolorosas multiplicam-se, em vez de diminuirem.
Longe de abreviar sua prova, ele a prolonga indefinidamente; seu mal-estar, sua perturbação persistem por muito tempo depois da destruição do invólucro carnal.
Deverá enfrentar novamente as provas às quais supunha poder escapar com a morte e que foram geradas pelo seu passado.
Terá de suportá-las em piores condições, refazer, passo a passo, o caminho semeado de obstáculos, e para Isso sofrerá uma encarnação mais penosa ainda que aquela à qual pretendeu fugir.
São espantosas as torturas dos que acabam de ser supliciados, e as descrições que delas nos fazem certos assassinos célebres podem comover os corações mais duros, mostrando à justiça humana os tristes efeitos da pena de morte.
A maioria desses infelizes acha-se entregue a uma excitação aguda, a sensações atrozes que os tornam furiosos.
O horror de seus crimes, a visão de suas vítimas, que parecem persegui-los e trespassá-los como uma espada, alucinações e sonhos horrendos, tal é a sorte que os aguarda.
 
Muitos, buscando um derivativo a seus males, lançam-se aos encarnados de tendências semelhantes e os impelem ao crime.
Outros, devorados pelo fogo inextinguível dos remorsos, procuram, sem tréguas, um refúgio que não podem encontrar.
Sob seus passos, ao seu redor, por toda parte, eles julgam ver cadáveres, figuras ameaçadoras e lagos de sangue.
Os Espíritos maus sobre os quais recai o peso acabrunhador de suas faltas não podem prever o futuro; nada sabem das leis superiores.
Os fluídos que os envolvem privam-nos de toda relação com os Espíritos elevados que queiram arrancá-los à sua inércia, às suas inclinações, pois isso lhes é difícil por causa de sua natureza grosseira, quase material, e do limitado campo de suas percepções; resulta daí uma ignorância completa da própria sorte e uma tendência para acreditarem que são eternos os seus sofrimentos.
Alguns, imbuidos ainda de prejuízos católicos, supõem e dizem viver no inferno.
Devorados pela inveja e pelo ódio, muitos, a fim de se distrairem de suas aflições, procuram os homens fracos e inclinados ao mal.
Apegam-se a eles e insuflam-lhes funestas aspirações.
Destes excessos, porém, advêm-lhes, pouco a pouco, novos sofrimentos.
A reação do mal causado prende-os numa rede de fluídos mais sombrios.
As trevas se fazem mais completas; um círculo estreito forma-se e à sua frente levanta-se o dilema da reencarnação penosa, dolorosa.
Mais calmos são aqueles a quem o arrependimento tocou e que, resignados, vêem chegar o tempo das provas ou estão resolvidos a satisfazer a eterna justiça.
O remorso, como uma pálida claridade, esclarece vagamente sua alma, permite que os bons Espíritos falem ao seu entendimento, animando-os e aconselhando-os."

Do livro - Depois da Morte (Léon Denis) Cap.36 "Os Espíritos Inferiores"

segunda-feira, 16 de julho de 2018

"O TERRORISMO NO MUNDO E O ESPIRITISMO"

A Hidra de Lerna, da mitologia grega, na sua insaciável sede de sangue, ressurge, na atualidade, multiplicando-se em forma do hediondo terrorismo.

Os fantasmas do medo, da revolta, das lutas sem quartel, corporificam-se nas massas alucinadas gritando por vingança, sem se importar com o número de vidas que sejam estioladas, nem com as formas cruentas a que sejam submetidas.
Os direitos do homem e da mulher, dolorosamente conseguidos ao largo da História, cedem lugar ao abuso do p oder desenfreado, da loucura fanática de minorias infelizes, que acendem o estopim do barril de pólvora dos ódios mal contidos.
Entre as elevadas conquistas do desenvolvimento ético e moral da Terra, destaca-se a liberdade, representada nas organizações políticas pelos regimes democráticos, veladores da honra de bem viver e deixar que os demais também o vivam. Dentre esses direitos inalienáveis, a liberdade de expressão alcançou nível superior para o comportamento humano.
Não há, portanto, limite sagrado ou profano, proibido ou permitido, dependendo, exclusivamente, do estágio intelecto-moral da sociedade e dos seus cidadãos, que optarão pelo ético, pelo saudável e pelo favorável ao desenvolvimento espiritual da Humanidade.
Sofista por excelência e ético na sua essência, Sócrates defendia a liberdade de expressão num período de intolerância e de sujeição, de arbitrariedades, que ele condenava, havendo pago com a nobre existência a elevada condição d e exaltar a beleza e a verdade.
Jesus, na Sua ímpar condição, respeitou essa gloriosa conquista – a liberdade de expressão – não se permitindo afetar pelos inditosos comportamentos dos seus opositores contumazes… E fez-se vítima espontânea da crueldade e do primarismo daqueles que O temiam e, por consequência, O odiavam.
Legou-nos, no entanto, no memorável discurso das bem-aventuranças as diretrizes éticas para a conquista da existência feliz através da aquisição da paz.
Em momento algum limitou, excruciou ou lutou contra o amadurecimento espiritual do ser humano.
Sua doutrina, conforme previra, foi submetida ao talante dos poderes temporais e transformada em arma terrorista esmagadora que dominou as massas humanas por longos séculos de medo e de horror.
Há pouco mais de duzentos anos, no entanto, a França e, logo depois, os Estados Unidos da América do Norte desfraldaram a bandeira dos direitos à liberdade, à igualdade e à frat ernidade. E houve, desde então, avanços incontestes no comportamento dos povos, diversas vezes afogados no sangue dos seus filhos em insurreições internas, em guerras internacionais, embora muitos interesses subalternos, para que lhes fossem preservados esses soberanos direitos.
Os temperamentos primários, porém, ainda predominantes em expressivo número de Espíritos rebeldes, incapazes de compreender os valores humanos, têm imposto a sua terrível e covarde adaga em atos de terrorismo, tendo como pano de fundo as falsas e mórbidas confissões políticas e religiosas, que dizem abraçar, espalhando o caos, o terror, nos quais se comprazem.
A força das suas armas destrutivas jamais fixará os seus postulados hediondos, pois que sempre enfrentarão outros grupelhos mais nefastos e sanguinários que os vencerão. Após o triunfo de um bando de bárbaros por um tempo e ei-los desapeados da dominação por dissidentes não menos cruéis…
Assim tem sido na História em todos os tempos.
Os mongóis, por exemplo, conquistaram a Índia, embelezaram-na, realizaram esplendorosas construções como o Taj Mahal, pelo imperador Shah Jahan, a fortaleza dita inexpugnável guardando a cidade e as minas de diamantes da Golconda, enquanto se matavam para manter-se ou para conquistar o trono – filhos que assassinaram os pais ou os encarceraram, ou os enviaram para o exílio, como era hábito em outras nações – para depois sucumbirem sob o guante de outros voluptuosos dominadores mais hábeis e mais selvagens.
Criaram armas terríveis, como os foguetes com lâminas aguçadas e os imensos canhões, terminando vencidos, após algumas glórias, pelas tropas inglesas que invadiram o país, submetendo-o por mais de um século ao Reino Unido, desde o reinado de Vitória.
Mais tarde, a grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos. Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dileta filha do amor.
Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação.
Com efeito, esse sublime sentimento não usará da glória da liberdade para denegrir ou punir pelo ridículo, porque respeitará todos os direitos que a Vida concede àqueles que gera e mantém.
Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros.
Infelizmente, porém, na atualidade, em que predominam o individualismo, o consumismo, o exibicionismo, espúrios descendentes do egoísmo, facções terroristas degeneradas disseminarão na Terra o crime e o pavor, até que seus comandantes e comandados sejam todos exilados para mundos inferiores, compatíveis com o seu estágio de evolução.
Merece, igualmente, neste grave momento, recordar a frase de Jesus: Eu venci o mundo! (João, 16:33)
Todos desejam, por ignorância, vencer no mundo.
Ele não foi um vitorioso no cenário enganoso do mundo, mas o triunfador sobre todas as suas ainda perversas injunções.
O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.

Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica
da noite de 7 de janeiro de 2015 (quando ocorreu o ataque terrorista
em Paris), no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador,
Bahia.

sábado, 14 de julho de 2018

“PESADELOS NUMA VISÃO ESPÍRITA”

O que são os pesadelos?
Pesadelos são experiências oníricas, experiências que acontecem durante o sono, que se caracterizam pelo medo. Pode haver outras sensações ou emoções desagradáveis envolvidas, mas a principal característica é o medo.
Para analisar o pesadelo, temos que analisar o sonho.
O que são os sonhos para o espiritismo?
De acordo com a classificação de Allan Kardec, os sonhos podem ser comuns, reflexivos ou espíritas. Sonhos comuns são a continuação de nossas disposições físicas ou psicológicas. Por exemplo, quando você vai dormir com fome e sonha com comida, ou quando você tem uma entrevista de emprego no dia seguinte e sonha com a entrevista. Sonhos reflexivos são fragmentos de lembranças, dessa e de outras existências. São lembranças, são imagens e emoções que vêm à tona quando dormimos. E os sonhos espíritas, que são a atividade real do espírito durante o período de sono físico.
Os pesadelos seguem essa classificação. O pesadelo comum, então, é a continuação das nossas disposições físicas e psicológicas.
Um exemplo de disposição física: você comeu demais, está com azia, está se sentindo péssimo. Quando você dorme, você entra em outros níveis de consciência. E num caso assim, de forte indisposição física, você fica num nível de consciência que o aproxima muito do mal-estar que você está sentindo. Toda a sua atenção, toda a atenção desse seu nível de consciência mais baixo está voltado para o seu processo digestivo, você se confunde com o seu processo digestivo.
Um exemplo de disposição psicológica: você passou por uma péssima experiência durante o dia. Uma experiência trágica, algo que você viu, ou que você ficou sabendo – alguma coisa muito forte que lhe marcou muito. Quando você dorme você permanece ligado a esse acontecimento num outro nível de consciência. E como você não tem controle sobre esse nível de consciência, já que você não está lúcido, você cria uma história, cria um enredo sem pé nem cabeça envolvendo aquele acontecimento trágico.
O pesadelo reflexivo talvez seja o mais comum. Pesadelos reflexivos são fragmentos de lembranças, de imagens de fortes emoções experimentadas por você nesta ou em outras existências, e que estão arquivadas em seu subconsciente. André Luiz define o subconsciente como “o porão da individualidade”. Está tudo guardado lá. Todos nós já vivemos situações muito dolorosas, muito assustadoras, situações muito marcantes em nossa trajetória espiritual. Às vezes essas emoções são tão fortes que ultrapassam a barreira da reencarnação. É só nós nos desligarmos um pouco do corpo físico e nós lembramos essas situações. Nós podemos não lembrar dessas situações, por terem acontecido há muito tempo, ou mesmo por terem ocorrido em reencarnações passadas. Então não é o nosso cérebro físico que lembra. Nós nos desligamos do corpo físico por ocasião do sono e as lembranças vêm à tona a partir do nosso cérebro astral. Esses pesadelos geralmente são recorrentes, são repetições de cenas, sempre a mesma situação que se raepete. Essa situação também pode ter ocorrido no astral, enquanto estávamos desencarnados. Alguns de nós passaram por situações muito aflitivas no astral, e essas experiências permanecem vivas dentro de nós.
E por fim o pesadelo espírita, ou a experiência real do espírito durante o período de sono físico. Também acontece de nós nos metermos em confusão no plano astral enquanto o nosso corpo físico repousa. Todos nós temos nossas ligações no plano astral. E assim como nós temos os nossos afetos, nós temos também os nossos desafetos – e se nós nos encontramos com esses desafetos no astral nós podemos viver situações que, quando despertamos, lembramos como pesadelos.
Uma coisa é certa: quase sempre nós experimentaremos, durante o sono, o resumo do que nós experimentamos intimamente durante o dia. Se nós cultivamos bons pensamentos, bons sentimentos, se nós vivemos num estado de confiança e paz interior, não há espaço para pesadelo.
Mas o principal, sempre, é o estado de equilíbrio íntimo. Se controlamos os nossos pensamentos e sentimentos, se somos gratos a Deus, à Vida, ao mundo, às pessoas, enfim; se desenvolvemos o sentimento de gratidão, e se fazemos algo em benefício do próximo, naturalmente nós nos protegemos e essas situações são superadas.
Morel Felipe Wilkon-espiritoimortal

sexta-feira, 13 de julho de 2018

CURA MORAL: PORQUE A EDUCAÇÃO MORAL DOS ESPÍRITOS DESENCARNADOS É MAIS FÁCIL QUE AS DOS ENCARNADOS.?”

Muitas vezes veem-se Espíritos de natureza má ceder muito prontamente SOB A INFLUÊNCIA DA MORALIZAÇÃO E SE MELHORAR. Pode-se agir do mesmo modo sobre os encarnados, mas COM MUITO MAIS TRABALHO. Por que a educação moral dos Espíritos desencarnados é mais fácil que a dos encarnados? Esta pergunta foi motivada pelo seguinte fato. Um jovem, cego há doze anos, tinha sido recolhido por um espírita dedicado, que se havia empenhado em curá-lo pelo magnetismo, pois os Espíritos haviam dito que isso era possível.
Mas o jovem, em vez de se mostrar reconhecido pela bondade de que era objeto, e sem a qual teria ficado sem asilo e sem pão, SÓ TEVE INGRATIDÃO E MAU PROCEDIMENTO, E DEU PROVAS DO PIOR CARÁTER(não é o que ocorre com cada um de nós, em muitas ocasiões?).
Consultado a respeito, respondeu o Espírito de São Luís:
Esse jovem, como muitos outros, É "PUNIDO" POR ONDE PECOU E SUPORTA A PENA DE SUA MÁ CONDUTA(Lei de Causa e Efeito). SUA ENFERMIDADE NÃO É INCURÁVEL, e uma magnetização espiritual praticada com zelo, devotamento e perseverança, certamente teria êxito, AJUDADA POR UM TRATAMENTO MÉDICO destinado a corrigir seu sangue viciado.
Já haveria uma sensível melhora em sua visão, que ainda não está completamente extinta, SE OS MAUS FLUIDOS DE QUE ESTÁ CERCADO E SATURADO NÃO OPUSESSEM UM OBSTÁCULO À PENETRAÇÃO DOS BONS FLUIDOS que, de certo modo, são repelidos. No estado em que ele se encontra, A AÇÃO MAGNÉTICA SERÁ IMPOTENTE enquanto, POR SUA VONTADE e sua melhoria, ELE NÃO SE DESEMBARAÇAR DESSES FLUIDOS PERNICIOSOS(se não transformarmos nossa forma de ser e agir "CONTINUAREMOS DOENTES").
É, pois, UMA CURA MORAL QUE SE DEVE OBTER, ANTES DE BUSCAR A CURA FÍSICA(o que nós temos feito nesse sentido). Uma MUDANÇA DE DIREÇÃO EM SEU COMPORTAMENTO É A ÚNICA COISA QUE PODE TORNAR EFICAZES OS CUIDADOS DE SEU MAGNETIZADOR, que os bons Espíritos procurarão ajudar. Caso contrário, deve-se esperar que ele perca o pouco de luz que lhe resta e que SEJA SUBMETIDO A NOVAS E MUITO MAIS TERRÍVEIS PROVAÇÕES que terá de sofrer(esta orientação serve para cada um de nós, mas o que temos feito para mudar?).
Agi, pois, sobre ele como fazeis com os maus Espíritos desencarnados, que quereis trazer ao bem. Ele não está sob uma obsessão: É SUA NATUREZA QUE É MÁ(assim somos quase todos nós) e que, além disso, perverteu-se no meio onde viveu.
Os maus Espíritos que o assediam SÓ SÃO ATRAÍDOS PELAS SEMELHANÇAS COM ELE PRÓPRIO. À MEDIDA QUE ELE SE MELHORAR, ELES SE AFASTARÃO. Só então a ação magnética terá toda a sua eficácia. Dai-lhe conselhos; explicai-lhe sua posição; que várias pessoas sinceras se unam em pensamento para orar, a fim de atrair influências salutares sobre ele. SE ELE AS APROVEITAR, não tardará a lhes experimentar os bons efeitos, porque será recompensado por uma sensível melhora na sua posição.”
Esta instrução nos revela um fato importante, O OBSTÁCULO OPOSTO PELO ESTADO MORAL, em certos casos, À CURA DOS MALES FÍSICOS. A explicação acima é de uma lógica incontestável, mas não poderia ser compreendida pelos que apenas veem em toda parte a ação exclusiva da matéria. No caso de que se trata, A CURA MORAL DO PACIENTE ENCONTROU SÉRIAS DIFICULDADES; foi o que motivou a pergunta acima, proposta na Sociedade Espírita de Paris...
Fonte:
Grupo Socorrista Obreiros do Senhor Jerônimo Mendonça Ribeiro 


quinta-feira, 12 de julho de 2018

"MORRER NÃO VAI SOLUCIONAR OS SEUS PROBLEMAS! DIGA NÃO AO SUICÍDIO"

No Brasil e também nos Estados Unidos, é entre os jovens que tem sido registrada, nos dias em que vivemos, a maior expansão no número de suicídios. A principal revista semanal de nosso país dedicou em sua edição de 20 de junho uma extensa reportagem sobre o tema. Segundo a matéria, a decisão de pôr fim à própria vida já é a quarta causa mais frequente de morte entre os jovens.
É evidente que ocorrências suicidas são coisas antigas em nosso mundo. Mas atingiam, em maior número, indivíduos adultos, um dado que, como vemos, tem sofrido significativa mudança.

Várias obras espíritas têm tratado do assunto, que foi igualmente objeto de estudo por parte de Allan Kardec, como mostramos recentemente no editorial publicado na edição 566 da revista o Consolador.
No livro Astronautas do Além, fruto de uma parceria entre Chico Xavier e J. Herculano Pires, o tema foi focalizado no capítulo 3, que teve origem em um bilhete escrito por um amigo de Cornélio Pires, o qual solicitou a opinião do conhecido poeta a respeito do suicídio.
Na reunião pública em que Cornélio atendeu ao pedido do amigo, feita a prece inicial, caiu para estudo a questão 943 d’O Livro dos Espíritos: – De onde vem o desgosto pela vida que, sem motivos plausíveis, se apodera de alguns indivíduos? “Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente do fastio”, responderam os Espíritos.
Cornélio Pires, respondendo à consulta, escreveu então, pelas mãos de Chico Xavier, o poema Suicídio, formado por oito quadras, nas quais diz que não devemos pensar em suicídio nem mesmo por brincadeira, porquanto um ato desses resulta na dor de uma vida inteira. Em seguida, narrou de forma sintética o drama de seis suicidas e as respectivas consequências. Quim afogou-se num poço e renasceu atolado no enfisema.
Dilermanda matou-se com um tiro e agora não fala, não vê, não anda. Dona Cesária da Estiva pôs fogo nas próprias vestes e retornou num corpo que é chaga viva. Maricota da Trindade suicidou-se ingerindo formicida e voltou, morrendo de um câncer aos quatro meses de idade. Columbano enforcou-se e hoje é paraplégico. Dona Lília Dagele queimou-se com gasolina e agora sofre sarna que lembra fogo na pele.
Após o relato, Cornélio fechou o poema com um admirável conselho:
Tolera com paciência
Qualquer problema ou pesar;
Não adianta morrer,
Adianta é se melhorar.
No comentário que escreveu acerca da mesma questão e seus efeitos, Herculano Pires lembra-nos que não é Deus quem castiga o suicida, pois é o próprio indivíduo que castiga a si mesmo, incurso pelo seu procedimento nas consequências da lei de causa e efeito.
Ninguém – diz Herculano – é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. Além de deter em si a faculdade do livre-arbítrio, para poder controlar-se e dirigir-se, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”.
A vida material – acrescenta Herculano – é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do Espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa.” “Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.”
Tolerar as dificuldades e os pesares, eis, portanto, uma sábia atitude, porque buscar a morte não soluciona problema algum, apenas o agrava.
O CONSOLADOR Fonte:Chico de Minas Xavier


𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗢𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗙𝗜𝗖𝗔𝗠 𝗔𝗧𝗥𝗘𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗘𝗡𝗖𝗔𝗥𝗡𝗔𝗖̧𝗢̃𝗘𝗦.

Os ajustes dos relacionamentos problemáticos de outras existências. Pelas reencarnações os espíritos têm a oportunidade de reestabelecer os ...